[[legacy_image_177673]] Silencioso, mas extremamente preocupante, o glaucoma atinge hoje cerca de 900 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde. Ele é responsável, na falta de tratamento, pela cegueira completa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para conscientizar sobre os perigos da enfermidade que, até 2040, deve afligir 111,8 milhões de pessoas em todo o mundo, a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) realizam, neste sábado (21), a campanha informativa 24 Horas pelo Glaucoma. A mobilização será das 9 às 17 horas, nas redes sociais do CBO. Mais detalhes estão neste site. Segundo o médico oftalmologista Luiz Roberto Colombo Barboza, a ideia é disseminar conhecimento. “É uma doença traiçoeira, a principal causa de cegueira mundial. No Brasil, mais de 95% das pessoas não têm consciência da gravidade do glaucoma”, explica. Colombo Barboza chama a atenção para os efeitos da pandemia em quem possui glaucoma e se descuidou nos últimos dois anos. “Nós tivemos, agora na pandemia, muitas pessoas que perderam a visão porque ficaram em casa, não usaram o colírio direito, e agora voltam ao consultório cegas”. A doençaO glaucoma é uma doença crônica que afeta o nervo óptico, responsável pela conexão entre o que o olho capta e o cérebro, para formar a visão. Quando a pressão intraocular está muito elevada, causa danos progressivos ao nervo óptico. Se não tratada adequadamente, pode levar à perda permanente da visão. Em sua maioria, é de casos congênitos, ou seja, desde o nascimento. Também pode ocorrer devido a traumas oculares, doenças (artrite reumatoide e diabetes, por exemplo) e uso de algumas medicações, como corticoides. “Quanto antes for detectado o glaucoma, melhor. No caso das crianças, há hoje o exame do olhinho. Antigamente, muitas nasciam com esse problema e não era detectado”. InformaçãoPara Colombo Barboza, o mérito da iniciativa é despertar a consciência sobre a necessidade de cuidados em quem tem diagnóstico de glaucoma e de quem desconhece que tem. “Se não fizer exame de campo visual, avaliação oftalmológica, de pressão ocular, vai avançando. A campanha é voltada não só para quem tem glaucoma, mas a todas as pessoas. A informação é chave nesses casos”, finaliza.