[[legacy_image_244643]] Com a chegada do verão e os dias de altas temperaturas é preciso se atentar para a saúde dos rins. A nefrologista Caroline Reigada estima que problemas renais tendem a crescer nos próximos anos, por conta do aumento da temperatura global. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “A sudorese induzida pelo calor e a consequente desidratação predispõem ao maior risco de desenvolvimento de doenças renais. Além disso, à medida que as temperaturas da superfície global continuam a aumentar devido à atividade humana, os impactos adversos são agravados para as pessoas que já têm doenças renais”. A médica ressalta que essa população é mais vulnerável à exposição de calor e, por isso, o risco de cálculos renais é maior. Os rins filtram a urina, resíduos e fluidos extras do sangue, usando muitos vasos sanguíneos. Além disso, eles ajudam a manter a tensão arterial, colaborando com a saúde cardiovascular e com o correto funcionamento dos músculos, mantêm os ossos saudáveis e estimulam a produção de glóbulos vermelhos. “Com o aumento da temperatura, as crianças, mulheres e idosos são os mais afetados. Isso porque nas crianças a capacidade de equilibrar a temperatura corporal (termorregulação) ainda está sendo desenvolvida; nos idosos, essa espécie de ‘termostato’ costuma apresentar falhas; e as mulheres, por apresentarem maior nível de gordura corporal que os homens, são mais vulneráveis ao calor”, conta a médica. Segundo a Sociedade Americana de Nefrologia, o impacto das mudanças climáticas provavelmente afetará desproporcionalmente as pessoas com doenças renais que têm outras condições crônicas, como doenças cardíacas e pulmonares, e são propensas a infecções. “Pacientes com insuficiência renal necessitam de vários tratamentos de diálise a cada semana para viver. Dado que a maioria dessas pessoas recebe tratamentos de hemodiálise três vezes por semana em um centro de diálise ambulatorial, a interrupção da infraestrutura médica durante um desastre natural pode ter consequências terríveis. Antes acompanhávamos desastres naturais pela televisão, apenas em outros países. Vimos no começo desse ano com as enchentes que afetaram vários estados brasileiros que essa realidade está cada vez mais próxima de nós”, acrescenta a médica.