Cursos de direção defensiva e grupos de apoio ajudam a enfrentar a fobia de forma segura e estruturada (Divulgação / FreePik) A amaxofobia, termo usado para designar o medo excessivo de dirigir, atinge aproximadamente 2 milhões de brasileiros, de acordo com especialistas em psicologia e trânsito. Apesar de ser pouco discutida, a fobia pode comprometer a mobilidade, a vida profissional e a autoestima dos afetados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo especialistas, a amaxofobia vai além da simples ansiedade: Trata-se de um medo intenso e persistente que leva a pessoa a evitar dirigir, gerando impactos emocionais e sociais significativos. Principais causas da amaxofobia Especialistas apontam que a fobia pode surgir a partir de: Experiências traumáticas: acidentes de trânsito ou quase-acidentes; Ansiedade generalizada: pessoas que já têm predisposição a transtornos de ansiedade; Aprendizado social: exposição a medos de familiares ou amigos; Falta de experiência ao volante: insegurança por não dominar totalmente a direção. A combinação desses fatores pode gerar ataques de pânico, suor excessivo, tremores e palpitações sempre que o indivíduo tenta dirigir. Como identificar os sinais Os sintomas da amaxofobia incluem: Evitar dirigir sempre que possível; Sentir medo intenso ou ansiedade ao pensar em dirigir; Palpitações, suor, tremores e até náusea; Sensação de perda de controle dentro do veículo. Especialistas alertam que quanto mais cedo a pessoa procurar ajuda, mais eficaz tende a ser o tratamento. Estratégias para superar a fobia Terapia cognitivo-comportamental (TCC): ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento negativos; Exposição gradual ao volante: dirigir em ambientes controlados, aumentando progressivamente o desafio; Treinamento de relaxamento: técnicas de respiração e meditação reduzem a ansiedade; Apoio psicológico contínuo: acompanhamento profissional garante segurança emocional e melhora da confiança. Especialistas também recomendam cursos de direção defensiva e grupos de apoio, que ajudam a enfrentar a fobia de forma segura e estruturada.