Perda de memória é um dos sintomas da Doença de Alzheimer (Imagem ilustrativa/Pexels) A Doença de Alzheimer (DA) é considerada a forma mais comum de demência neurodegenerativa. De acordo com o Ministério da Saúde, a causa é desconhecida, mas há indícios de que ela possa ser geneticamente determinada. Os idosos costumam ser os mais afetados. Apesar de não ter cura, o transtorno pode ter a progressão diminuída. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o Ministério da Saúde, o Alzheimer ocorre quando determinadas proteínas do sistema nervoso central (SNC) começam a ser processadas de maneira incorreta. Em seguida, ocorrem fragmentos de proteínas tóxicas nos neurônios e em espaços próximos. Por conta desses fragmentos, acontece a perda progressiva de neurônios em regiões como o córtex cerebral, fundamental para raciocínio e linguagem, e no hipocampo, responsável pela memória. Sintomas Os pacientes com Alzheimer podem apresentar: Falta de memória para acontecimentos recentes; Repetição da mesma pergunta várias vezes; Dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos; Incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas; Dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos; Dificuldade para encontrar palavras que exprimam idéias ou sentimentos pessoais; Irritabilidade, desconfiança injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento. Estágios A doença é dividida em quatro estágios distintos. No primeiro, considerado inicial, ocorrem alterações na memória e na personalidade. O segundo, moderado, pode apresentar dificuldade na fala e em coordenar movimentos. No terceiro, considerado grave, há incontinência urinária e fecal, além de dificuldade para comer. O último estágio é o terminal, onde o paciente permanece acamado, com infecções e dor ao engolir. Tratamento O Alzheimer não tem cura, mas a progressão da doença pode ser controlada e diminuída. O objetivo do tratamento consiste em retardar a evolução e preservar as funções intelectuais pelo máximo de tempo possível, de acordo com o Ministério da Saúde. Confira uma lista com cinco formas de retardar o avanço da doença Estimulação cognitiva O que é: Ler, aprender coisas novas, jogar jogos de lógica, palavras cruzadas, aprender um instrumento, etc. Por que ajuda: Atividades mentais fortalecem as conexões neurais e criam "reserva cognitiva", o que pode retardar sintomas do Alzheimer. Atividade física regular O que é: Caminhadas, exercícios aeróbicos, dança, musculação leve. Por que ajuda: Melhora a circulação cerebral, reduz inflamações e pode proteger áreas do cérebro ligadas à memória. Dieta saudável para o cérebro Inclui: Frutas vermelhas, vegetais verdes escuros, grãos integrais, azeite, peixe, nozes. Evitar: Alimentos ultraprocessados, frituras, excesso de açúcar e gordura saturada. Por que ajuda: Reduz o risco de inflamação e estresse oxidativo, ambos associados ao Alzheimer. Controle de Doenças Crônicas Inclui: Hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade. Por que ajuda: Essas condições aumentam o risco de demência vascular e aceleram o declínio cognitivo. Sono de Qualidade O que fazer: Dormir 7 a 8 horas por noite, tratar apneia do sono, manter horários regulares. Por que ajuda: O sono remove proteínas tóxicas (como a beta-amiloide) do cérebro. Distúrbios do sono aceleram a progressão do Alzheimer.