[[legacy_image_246484]] Um mar de brilho, capricho, alegria e cores. Na riqueza da fantasia, na letra do samba-enredo, na euforia do folião e no coração do público, a volta triunfal do Carnaval santista após dois anos de suspensão por causa da pandemia de Covid-19. As oito agremiações, dos grupos de Acesso e Especial, fizeram da última noite dos desfiles das escolas de samba na Passarela Dráuzio da Cruz, na Zona Noroeste, um evento nota 10 na noite de sábado e madrugada de domingo (11 e 12). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Com o enredo “Yalodê, um banho de axé e felicidade na folia”, a Padre Paulo abriu o desfile exaltando Oxum, cultuada nas religiões de matrizes africanas como orixá da beleza e do poder feminino, destacando o empoderamento da mulher. Sete vezes campeã do Grupo Especial, a última em 2010, a Padre Paulo preparou um grande desfile com o objetivo de retornar à elite do carnaval santista. Segunda a desfilar, a Império da Vila rendeu homenagens ao sambista João Henrique Corrêa Luz, o Makumba, com o enredo “Makumba - Do culto mágico à magia do samba”, exaltando a sua fé religiosa e suas realizações no mundo do samba, de composições à valorização de gente bamba. A terceira agremiação do Grupo de Acesso a se apresentar foi a Imperatriz Alvinegra, que reverenciou Genário Vila Nova, o Mestre Bará, com o enredo "A Imperatriz vai te EmBará" Quarta escola a desfilar e a primeira do Grupo Especial, a Sangue Jovem rendeu homenagens à Solange Cruz Bichara, presidente da Mocidade Alegre e uma das figuras mais emblemáticas do Carnaval paulistano, apresentando um desfile criativo e que embalou o público. Em seguida, a Unidos dos Morros exaltou a história do empresário Armênio Mendes, falecido em 2017 e em reverência a sua contribuição à cidade de Santos. A Real Mocidade Santista trouxe para a Passarela Dráuzio da Cruz as raízes da população santista. Com o enredo “Crônica Caiçara: Um Porto de fé, esperança e progresso”, a agremiação do Marapé celebrou a chegada dos imigrantes, a criação do Porto de Santos e a fé em Iemanjá, a Rainha do Mar. A união entre esperança em uma nova vida, fé e progresso surpreenderam e emocionaram o público no sexto desfile da noite. Do Jardim Casqueiro, em Cubatão, para o sambódromo da Zona Noroeste, a Mocidade Independência reverenciou a vida e a obra do mestre do humor, Chico Anysio. A escola reavivou, na memória e no coração do público, a genialidade e o carisma de um dos maiores ícones da televisão brasileira, falecido em 2012, entregando um dos desfiles mais emocionantes da noite. A União Imperial retratou a cultura nordestina de corpo, alma e ritmo em verde, rosa e dourado na Passarela Dráuzio da Cruz. Vice-campeã do Carnaval de 2020, a escola do Marapé trouxe o enredo 'Se Avexe não! O Marapé É Cabra da Peste, no Meu Carnaval Made in Nordeste', encerrando o Carnaval Santista com brilho, galhardia e emoção. Destaque para as presenças das duas ex-integrantes do grupo “É o Tchan”, Scheila Carvalho e Sheila Mello. Novas regrasA Prefeitura de Santos decretou mudanças para a classificação das escolas de samba para o Carnaval em 2024. As alterações foram publicadas no Diário Oficial do último dia 7. Segundo o texto, poderão desfilar no Grupo Especial do próximo ano as agremiações que obtiverem as oito primeiras colocações no desfile de 2023. Antes, apenas as sete melhores colocadas estariam garantidas da elite do ano seguinte. Será rebaixada apenas a escola que ficar na última colocação, não mais as duas últimas. As mudanças na classificação do Grupo Especial também causam alterações no desfile do Grupo de Acesso no Carnaval 2024, que terá só uma agremiação alçada à elite.