[[legacy_image_246133]] A Real Mocidade Santista trouxe para a Passarela Dráuzio da Cruz as raízes da população santista, abrilhantando o segundo e último dia de desfiles das escolas de samba de Santos. Com o enredo “Crônica Caiçara: Um Porto de fé, esperança e progresso”, a agremiação do Marapé celebrou a chegada dos imigrantes, a criação do Porto de Santos e a fé em Iemanjá, a Rainha do Mar. A união entre esperança em uma nova vida, fé e progresso surpreenderam e emocionaram o público no sexto desfile da noite. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Real Mocidade foi a terceira agremiação do Grupo Especial a se apresentar. O carnavalesco Michael Smith criou notáveis nuances com as cores da escola — azul, verde e branco — nas fantasias, adereços e alegorias, que renderam um vislumbre na pista do sambódromo. O samba-enredo foi composto por Gustavo Santos, Rogério Ximú, Tim Cardoso, Alexandre Branches, Márcio França, Lucio Nunes e Rodrigo Correia. O intérprete Tiganá agitou a comunidade do Marapé e o público com o refrão: “Doce Aroma se espalha no ar/ pelo caminhos da serra do mar/o progresso tipo exportação/nos trilhos, a transformação!”. A Bateria Nobres Guerreiros, do Mestre Felipe, o Gordo, fez o público cantar e dançar com a agremiação. [[legacy_image_246134]] Destaque para a Rainha LGBTQIA+, Camila Prins, à frente da Bateria, ao lado da Rainha Marisa Santos, da Madrinha, Neia Ribeiro e da Princesa Gabi Gomes. Primeira e única rainha trans do Carnaval Santista, Camila Prins disse que se sente honrada. "Eu me sinto muito honrada de poder levantar a minha bandeira LGBTQIA+, representando as minhas meninas no Carnaval Santista. E Carnaval é isso, é representatividade e alegria!", declarou Camila. A escola desfilou com 1.200 componentes, 15 alas, dois carros alegóricos e um quadripé. TítulosA Real Mocidade Santista obteve a quinta colocação do Grupo Especial em 2019 e 2020 e foi campeã do Grupo de Acesso em 1994 e em 2017.