[[legacy_image_328468]] Foi um momento inesquecível para o mundo do samba. Uma noite de gala para reverenciar o maior nome do nosso Carnaval: J. Muniz Jr., o Marechal do Samba. O espaço do Teatro Guarany foi pequeno para tantos bambas. A corte carnavalesca de Santos marcou presença. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os baluartes do Litoral também, e o ícone do Carnaval paulistano, Osvaldinho da Cuíca, fez questão de abraçar o Lorde Batucada e o Marechal. Teve mais gente que desceu a Serra para ver a própria história do samba santista, como o histórico casal de mestre-sala e porta-bandeira Gabi e Vivi, referências do desfiles na Capital paulista. Beto Magistral estava lá. Geraldo Pierotti não perdeu a oportunidade. O presidente de honra da X-9, Cacá Teixeira foi prestigiar o sambista. Aldinho, ex-presidente da União Imperial e da Liga das Escolas, foi acompanhar o evento. O Makumba também. Sandrinha, a eterna Sandália de Ouro, não poderia faltar. Todos a postos para ver Jadir Muniz de Souza (ao lado) homenagear o pai no lançamento do livro A Saga do Marechal do samba. Tão importante quanto prestigiar essa história foi ver a reverência que todos os sambistas prestam a J. Muniz. Cada um que chegava fazia questão de abraçá-lo ou pedir a bênção daquele que batizou ou iniciou tanta gente no mundo do samba. “É uma homenagem que eu vou guardar até o fim da vida. Inesquecível. Tendo a minha própria história como sambista, escrita por um filho também sambista”, agradeceu o homenageado. O autor do livro, Jadir Muniz de Souza, filho de Muniz, que teve o projeto premiado na décima edição do Facult, da Secretaria de Cultura de Santos, agradeceu a todos e, emocionado, lembrou a trajetória do pai, que faz parte dos quase 80 anos da Pioneira: “O livro recorda momentos muito importantes na vida do meu pai e tudo o que ele fez pela X-9 e pelo nosso Carnaval”. A noite, de muita festa, só poderia terminar com homenagens e o famoso hino da X-9, que é cantado por todos os sambistas, independentemente da escola do coração. DepoimentosDarwin Ferreira Barbosa, o Babi general do samba “Esse homem é merecedor de tudo, tudo. J. Muniz Jr. é a maior força do Carnaval brasileiro. Foi ele quem levou o nome das escolas de samba de Santos para o Rio de Janeiro. E levou muitos sambistas que não conheciam o Rio. Trouxe a Estação Primeira de Mangueira para batizar a X-9. Tudo de bom foi ele que trouxe para Santos. A melhor coisa que o Jadir fez foi fazer essa homenagem para o pai dele.” Osvaldinho da Cuíca, ícone do carnaval paulistano“Uma das maiores alegrias da minha vida é ver o reconhecimento dos baluartes do samba na sua essência, do samba de verdade. J. Muniz fez muito pelo Carnaval. Em São Paulo, com a Peruche, com a Mocidade, com a X-9 Paulistana. E com todas as escolas de Santos. Ele escreveu toda essa história com muito sacrifício e pouco apoio.” Gabriel de Souza Martins, Embaixador do carnaval paulistano“J. Muniz Jr. é uma referência do samba no Brasil. Eu vim de São Paulo para fazer parte deste momento de glória para todos nós que somos sambistas, por tanto que aprendemos com ele. Sou um privilegiado por ser amigo dele e aprendo com o J. Muniz Jr. até hoje.” Cacá Teixeira, presidente de honra da X-9“Para nós xisnovianos é a nossa referência. Jota viu nascer a Pioneira e acompanhou as mudanças, mas sempre presente e nunca deixando de atender ninguém. Foi ele que ajudou a mudar a imagem do samba, a dar credibilidade ao Carnaval.” Beto Magistral, presidente do Conselho do samba“Muita gente conhece o J. Muniz Jr. aqui em Santos, mas poucos o valorizam. O que esse homem tem de conteúdo, tem de conhecimento... O nome dele está sempre sendo lembrado no Rio de Janeiro e em todos os lugares por pessoas influentes e catedráticas. Ele foi o primeiro a desenhar minha fantasia, em 1963. Obrigado, obrigado, obrigado, meu padrinho.”