[[legacy_image_246974]] O crescente adensamento populacional na Zona Noroeste pode tirar, daqui a alguns anos, a Passarela Dráuzio da Cruz do Bairro Castelo. Uma intenção, ainda embrionária, é levar o espaço do samba para as instalações atualmente ocupadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na Vila Mathias. O assunto pode voltar à baila após a definição das campeãs do Carnaval. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Tanto a Liga quanto a Prefeitura, como realizadores do Carnaval, têm a responsabilidade de buscar as melhores condições para a realização do desfile. E isso inclui estar atento a todas as possibilidades, inclusive avaliar outros locais, caso a mudança um dia se faça necessária", afirma o presidente da Liga Independente Cultural das Escolas de Samba de Santos (Licess), Fábio Przygoda. Os terrenos usados para acomodar os carros alegóricos antes dos desfiles e para a dispersão das escolas são privados. Com isso, há chance de novos empreendimentos imobiliários serem construídos daqui a algum tempo, adensando o entorno, que passou a ser bastante habitado ao longo do tempo e, assim, inviabilizando estruturalmente a festa oficial no local. Enquanto a Prefeitura respondeu apenas "que, no momento, trata-se de estudo inicial acerca do tema", o presidente da Liga foi além, embora caminhe na mesma linha da Administração sobre o estágio da ideia. "Embora não exista nada iminente em relação ao Sambódromo da Zona Noroeste (inaugurado em 2006) neste momento, o terreno da atual CET é uma das áreas que observamos e, até, já visitamos informalmente. Mas não há nada além de uma ideia para, quem sabe, um estudo futuro. Para nós, o endereço do desfile oficial continua sendo a Avenida Afonso Schmdt (nome oficial do logradouro)”, detalha. Cidade do Samba Construir uma espécie de Cidade do Samba, nos moldes do Rio de Janeiro, com instalações permanentes para as escolas, é um caminho avaliado. O local também abrigaria cursos ligados ao mundo do samba, como já ocorre na Fábrica do Carnaval, promovida pela Prefeitura. Parte do espaço ocupado pela CET tem ligação com a folia. O local abrigou o Quilombo do Pai Felipe, o Rei Batuqueiro, considerado o pioneiro do samba no Litoral paulista. A Alvorada do Samba, realizada anualmente no Dia Nacional do Samba (2 de dezembro), é feita no pátio da empresa. Caso a CET saia do local, o Valongo seria um bairro para abrigar o pessoal operacional e administrativo, segundo A Tribuna apurou. Mas não há definição porque não existe nada planejado sobre novas instalações para o sambódromo.