[[legacy_image_245543]] Em 25 de dezembro do ano passado, a Mocidade Amazonense comemorou o seu Natal. E muito especial, pois a escola de Vicente de Carvalho, em Guarujá, completou 50 anos. Para isso, nada melhor que fazer a festa no Carnaval, marcando um outro renascimento, após dois anos sem desfile, com o enredo 'Mocidade Amazonense, 50 Anos de uma História de Amor e Tradição'. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segunda do Grupo Especial a entrar na Passarela Dráuzio da Cruz, a escola contou a história da própria...escola. Ideia da comunidade, carregada de lógica, combinando emoção e imponência, com direito a belos carros alegóricos, sem deixar de lado a técnica do desfile - embora um pouco apressada no final. Revisitar enredos famosos da trajetória da Amazonense é assim mesmo. Logo ela que tem o batismo da tradicionalíssima Império Serrano desde 1985: as duas ostentam o verde e branco em seus pavilhões. A inspiração do nome e das cores, no entanto, vieram do futebol, da Sociedade Esportiva Amazonas, retratada no início da passagem na avenida. A bateria Feitiço da Ilha também mostrou isso, ostentando o número 50 às costas. "Estou desde o início da escola, em 1972. Faço parte da ala dos compositores e da Velha Guarda. É muita emoção", conta Ernani Rodrigues. Ele era um dos integrantes da ala que relembra a pujança do Estado de São Paulo, retratada pela escola em 1975. [[legacy_image_245544]] Personagens históricosOutros temas passaram aos olhos de quem estava nas arquibancadas como se fossem lendas - e que são: os eternos cantores Francisco Alves, o Chico Viola (1976) e Elis Regina (1987), a dramaturgia de Dias Gomes (1992, quando a escola foi campeã pela primeira vez), a homenagem ao próprio Carnaval, pelo pierrô e a colombina (1996) e pela magia do circo (2008). "Foi nesse ano (2008) que passei a ser intérprete. No ano seguinte, fomos campeões pela segunda vez", relembra Ricardo Dias, o Jacaré, um dos intérpretes da Amazonense. "É muita responsabilidade. Estou me lembrando de quando eu passei a fazer parte da escola, em 1981", emenda. Com 1.000 componentes em 17 alas, a Mocidade Amazonense honrou um trecho do samba que diz: "Vem festejar/Pode aplaudir, chegou a Mocidade/São 50 anos de história/Meu verde e branco é só felicidade!". Foi Natal em fevereiro.