[[legacy_image_245520]] Primeira do Grupo Especial de Santos a entrar na Passarela Dráuzio da Cruz, no Castelo, na Zona Noroeste, a Brasil trouxe muita cor e alegria para resgatar antigos e vitoriosos desfiles em quase 74 anos de vida, com 'Meu nome é Brasil, meu sobrenome é vitória. Delirei, afinal é Carnaval!'. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "É muito emocionante. Os mais novos ficam ainda mais maravilhados com todo esse resgate", comenta Junior Bicalho, um dos intérpretes da Brasil e compositores do samba. Ele, inclusive, fez questão de chamar para a entrevista Pinda, clássica intérprete quando o assunto é história da Brasil. "Estamos comendo pelas beiradas", disse, com relação à disputa do título. SorrisoO título do enredo não é à toa. Nem o apelido da agremiação do bairro Aparecida: Campeoníssima. São 15 títulos na estante, muitos revisitados em um delírio de Carnaval do Zé Carioca, mascote da escola: Mãe África (1991), Clareia (2006) e Amazônia Patrimônio do Brasil (2007) - este último o mais recente da Brasil. Rafaella Louzada, segunda porta-bandeira da agremiação ao lado do mestre-sala Yuri, representava justamente este enredo campeão, que evocou o chamado Pulmão do Mundo. [[legacy_image_245521]] "Passa um filme na cabeça. É muita história. Tenho 25 anos e estou na Brasil desde os 9", contou Rafaella, com um sorriso daqueles impossíveis de não se contagiar. BateriaSe o Zé Carioca já foi à Bahia com o Pato Donald, como naquele filme em que atores contracenam com os famosos personagens de Walt Disney, algo revolucionário em termos técnicos para aquele ano de 1944, o momento foi de intensificar essa viagem. Naqueles tempos, a influência era de Carmem Miranda. Agora não. O voo não foi pelo Brasil, mas sobre a Brasil de tantas histórias na avenida. Os 1.300 componentes distribuídos em 13 alas mostraram a sua força, com o samba na ponta da língua, em meio ao ritmo da bateria Feitiço Brasileiro. Costumeiro ponto alto da agremiação, o batuque não mudou sua rotina: levantou as arquibancadas da passarela. E também não faltaram aquelas paradinhas que conquistam, dando um colorido ainda mais especial a mais uma história da Campeonissima na avenida.