[[legacy_image_8186]] O governo e a oposição da Venezuela concordaram em estabelecer uma mesa de trabalho permanente para tentar resolver a crise política no país, após a conclusão de uma rodada de diálogos em Barbados, informou nesta quinta-feira (11) o governo norueguês, que media as conversas. Como parte desse processo, foi instalada uma mesa que vai trabalhar de forma contínua e expedita, com a finalidade de chegar a uma solução acordada e no âmbito das possibilidades que a Constituição oferece”, destacou o ministério norueguês dos Assuntos Exteriores em um comunicado. “Está previsto que as partes realizem consultas para poder avançar na negociação”, acrescentou o texto, sem dar detalhes sobre as datas dos novos encontros. O governo europeu exortou as partes a tomarem a “máxima precaução em seus comentários e declarações com relação ao processo”. “Reitero meu reconhecimento às partes por seus esforços e seu espírito de cooperação, e agradeço ao governo de Barbados por sua hospitalidade”, expressou a ministra dos Assuntos Exteriores, Marie Eriksen Søreide, citada no texto. Delegados do presidente Nicolás Maduro e do líder opositor Juan Guaidó – reconhecido como presidente interino por meia centena de países – se reuniram em Barbados desde segunda-feira, dando continuidade a uma aproximação iniciada em maio em Oslo. Clero Também na quinta-feira, a Igreja católica venezuelana exigiu a saída do presidente Nicolás Maduro do poder e a convocação de novas eleições, como solução para a grave crise política e econômica. “A Venezuela clama aos berros por uma mudança de rumo [...]. Essa mudança exige a saída de quem exerce o poder de forma ilegítima e a eleição no menor tempo possível de um novo presidente”, afirmou a Conferência Episcopal em uma declaração lida no início de uma assembleia ordinária. Maduro “deve se retirar” da presidência “para que sejam realizadas realmente eleições [...] livres”, acrescentou o arcebispo Jesús González, em entrevista.