[[legacy_image_3474]] O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou na sexta-feira (19) testemunhos desfavoráveis sobre ele no relatório do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência russa nas eleições de 2016, considerando-os “fabricados” por seus inimigos políticos. “Algumas pessoas fazem declarações sobre mim no louco Relatório Mueller, escrito por 18 irritados Democratas ‘haters’ de Trump, que são fabricadas e são totalmente falsas”, tuitou Trump. Um documento de 400 páginas que resume as conclusões da investigação de 22 meses do procurador especial Robert Mueller, tornado público na quinta-feira, absolveu Trump da conspiração criminosa, mas deixou em aberto a dúvida sobre obstrução de Justiça. Após revisar o documento, o procurador-geral dos EUA, Bill Barr, e seu adjunto Rod Rosenstein concluíram que não havia provas suficientes para acusar o presidente de obstrução. Mueller destacou, porém, que as evidências reunidas por ele “não isentam” o presidente. “Devido ao fato de que nunca aceitei testemunhar, não foi necessário responder as declarações feitas no ‘relatório’ sobre mim. Algumas delas são uma completa bobagem, e só foram dadas para fazer a outra pessoa ficar bem [ou eu ficar mal]”, acrescentou Trump, repetindo que a investigação foi “um erro ilegalmente iniciado”. A primeira reação de Trump à divulgação do relatório foi comemorar. Cantou vitória e disse: “Hoje estou tendo um dia bom”. Também tuitou uma foto sua de costas, inspirada na série “Game of Thrones”, com a frase “Game Over”. Na sexta, contudo, voltou a adotar uma postura mais defensiva, antes de partir para o fim de semana prolongado em seu clube de golfe, na Flórida, reafirmando que não fez nada de errado.