Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão, nesta terça-feira (28), provocando um alerta de tsunami, interrupções no transporte e mobilização das autoridades para atender as áreas afetadas. O tremor ocorreu a cerca de 10 quilômetros de profundidade e foi classificado como severo pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Após o abalo, a Agência Meteorológica do Japão (JMA) emitiu um alerta para a possibilidade de ondas de até um metro de altura nas áreas costeiras. Horas depois, no entanto, o aviso foi cancelado após avaliações indicarem que não havia risco significativo de tsunami. O governo japonês ativou alertas de emergência para as províncias de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, orientando a população a permanecer em locais seguros e acompanhar as informações oficiais. Equipes de resgate e defesa civil foram mobilizadas para avaliar os danos e prestar atendimento às vítimas. Segundo a primeira-ministra Sanae Takaichi, houve registro de pessoas feridas, além de incêndios, desabamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Os danos ainda estão sendo contabilizados pelas autoridades. Também foram registrados prejuízos em rodovias, edifícios e no histórico Castelo de Kumamoto. O terremoto afetou o sistema de transporte da região. Linhas do trem-bala (Shinkansen) e outros serviços ferroviários foram suspensos temporariamente para inspeções, enquanto o Aeroporto de Kumamoto interrompeu suas operações. Apesar da intensidade do tremor, não foram identificadas anomalias nas usinas nucleares da região, segundo as autoridades japonesas. O Japão está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das áreas de maior atividade sísmica do planeta, e registra terremotos com frequência devido ao encontro de diversas placas tectônicas. O novo abalo reacendeu a lembrança do terremoto de Kumamoto, em 2016, e do devastador terremoto seguido de tsunami que atingiu o país em 2011.