Novas projeções climáticas acenderam o alerta entre cientistas ao apontarem a possibilidade de formação de um super El Niño ainda este ano. Caso o cenário se confirme, o fenômeno pode ser o mais intenso dos últimos 140 anos, com impacto direto nas temperaturas globais até 2027. Os dados são do Centro Europeu de Previsão Meteorológica, que identificou sinais de um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico — principal característica do El Niño. Esse aquecimento altera padrões climáticos em diversas regiões do planeta, podendo provocar ondas de calor, secas e eventos extremos. De acordo com o professor Paul Roundy, da Universidade Estadual de Nova York, em Albany, há um risco concreto de que o próximo evento supere todos os registros recentes. Em entrevista ao The Washington Post, o especialista destacou que a combinação de fatores atmosféricos e oceânicos pode resultar em um fenômeno excepcionalmente intenso entre o fim de 2026 e o início de 2027. Se confirmado, o super El Niño poderá intensificar ainda mais o aquecimento global, elevando as temperaturas médias da Terra a níveis recordes. Especialistas alertam que esse cenário pode agravar crises climáticas já em curso, com impactos sobre a agricultura, o abastecimento de água e a ocorrência de desastres naturais. Além disso, regiões como a América do Sul podem enfrentar mudanças significativas no regime de chuvas. No Brasil, o fenômeno costuma provocar períodos de seca em algumas áreas e chuvas intensas em outras, o que aumenta o risco de enchentes e prejuízos econômicos. Diante das projeções, cientistas reforçam a necessidade de monitoramento constante e planejamento por parte de governos e setores estratégicos. Embora ainda existam incertezas, o possível super El Niño já é visto como um dos principais desafios climáticos dos próximos anos.