[[legacy_image_253584]] O artista Roberto Boni, conhecido no litoral de São Paulo por realizar apresentações como cover do cantor Roberto Carlos, foi condenado a pagar R\$ 15 mil de indenização para a jornalista Miriam Leitão, do Grupo Globo, por ofensas e difamações proferidas em 2018, durante uma transmissão nas redes sociais. Na ocasião, ele chamou a jornalista de "psicopata, terrorista e nojenta". Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A decisão é da juíza Barbara Donadio Antunes Chinen, da 3ª Vara do Foro de Registro, no Vale do Ribeira, cidade onde a live com ofensas foi realizada. Além da indenização de R\$ 15 mil por danos morais, foram fixados multa em torno de R\$ 7,8 mil e prestação pecuniária de R\$ 5,5 mil, valor de cinco salários mínimos no mês de março de 2021, quando foi comprovado que o vídeo ainda estava no ar. A transmissão ocorreu em 5 de outubro de 2018, no Canal Universo, no YouTube, que possui 473 mil inscritos e é mantido por Boni. Nela, o cantor chamou Miriam de "terrorista" e a acusou de participar de um assalto a um banco em São Paulo durante a Ditadura Militar, o que foi negado pela jornalista. No processo, é citado ainda que Boni também chamou Miriam de "psicopata", "comunista", "nojenta", "descabelada" e "assaltante". A juíza entendeu que houve injúria, calúnia e difamação por parte do artista. "A alegação do Querelado (Boni), de que apenas divulgou fatos dos quais teve conhecimento, tampouco o beneficia. No que tange à calúnia, também a pratica aquele que a propala ou divulga (...). Ademais, em tempos em que as fake news são comuns, o Querelado tinha o dever de checar a veracidade da informação antes de divulga-la na internet. Quanto à difamação e à injúria, os fatos são notoriamente ofensivos e o agente não podia simplesmente propala-los ou divulga-los", argumentou. A pena determinada pela juíza foi de 2 anos e seis meses de prisão em regime aberto, sendo convertida em indenização por danos morais, multas e prestação de serviços comunitários durante o período da pena. Ao realizar sua defesa no processo, o cover de Roberto Carlos disse que tirou a postagem do ar "assim que soube que a informação não era verídica". Boni alegou ainda que a publicação ocorreu em época de eleições, "quando os ânimos estavam inflamados". Histórico de polêmicas Em junho de 2020, o cover de Roberto Carlos foi alvo de uma operação da Polícia Federal contra a realização de atos antidemocráticos e ataques à democracia. No mês anterior à operação, Boni participou de uma manifestação na Praça da Independência, no Gonzaga, em Santos. Na época, haviam restrições à circulação de pessoas e uso obrigatório de máscara por conta da covid-19, mas o cantor estava sem o acessório de proteção. Resposta A Tribuna entrou em contato com Roberto Boni, que afirmou não ter sido notificado e não ter conhecimento sobre a decisão. O artista não informou se vai recorrer.