Quem abastece o carro no litoral de São Paulo e em todo o Brasil deve ficar atento aos próximos dias. O Governo Federal prorrogou até 9 de setembro a subvenção de R\$ 0,44 por litro de gasolina, mecanismo criado para evitar que a alta dos custos do combustível seja repassada integralmente ao consumidor. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A medida foi prorrogada pelo Ministério da Fazenda, por meio de portaria assinada pelo ministro Dario Durigan. Na prática, o governo continuará bancando parte dos custos até a próxima quarta-feira (9). Isso significa que não há previsão de mudança provocada pelo fim do subsídio antes dessa data. A partir de 10 de setembro, porém, caso não ocorra uma nova prorrogação ou seja adotada outra medida, a gasolina deixará de contar com essa ajuda federal. O fim do subsídio, entretanto, não significa que o preço aumentará automaticamente nos postos no dia seguinte. Os valores cobrados dos motoristas dependem de diversos fatores, como preços praticados pelas refinarias, cotações internacionais do petróleo, câmbio, impostos, margens das distribuidoras e dos postos e estoques adquiridos anteriormente. Por isso, eventuais reflexos nas bombas podem ocorrer de maneira gradual e variar entre cidades e estabelecimentos. Por que existe o subsídio? A subvenção funciona como uma ajuda financeira do Governo Federal destinada a reduzir parte do impacto provocado pelo aumento dos custos da gasolina. O mecanismo foi anunciado inicialmente em maio e posteriormente renovado. O objetivo é conter os efeitos da instabilidade internacional e da valorização do petróleo sobre os combustíveis brasileiros. Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão de manter o benefício ocorre porque ainda existe um cenário externo de instabilidade, com oscilações nos preços internacionais do petróleo e de seus derivados. A pasta considera que a manutenção dos R\$ 0,44 por litro ajuda a diminuir o repasse dessa volatilidade para a população. O preço dos combustíveis é acompanhado com atenção pelo governo porque seus efeitos vão além dos gastos de quem possui veículo. A gasolina mais cara pode pressionar custos de diferentes atividades econômicas e contribuir para o aumento da inflação. Aumento foi amortecido pelo governo A importância do mecanismo ficou mais evidente poucos dias depois de sua criação. Em maio, a Petrobras anunciou um reajuste de R\$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Com a subvenção federal de R\$ 0,44, o aumento efetivo relacionado ao reajuste ficou limitado a R\$ 0,04 por litro. Outra iniciativa adotada para conter os impactos da instabilidade internacional foi a elevação do percentual de etanol anidro misturado à gasolina de 30% para 32%, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em julho. A mudança tem validade inicial de 180 dias e poderá ser prorrogada uma vez pelo mesmo período. O que acontece depois de 9 de setembro? Até 9 de setembro, permanece vigente o subsídio de R\$ 0,44 por litro. O que acontecerá depois dependerá das decisões do Governo Federal e do comportamento dos preços do petróleo e dos combustíveis. Caso a subvenção seja novamente prorrogada, o mecanismo continuará ajudando a amortecer os custos. Se ela terminar, o mercado ficará mais exposto às oscilações de preços que atualmente são parcialmente compensadas pelo governo. Por isso, 10 de setembro passa a ser a primeira data em que o cenário poderá mudar, mas não há, até o momento, indicação de que a gasolina necessariamente ficará R\$ 0,44 mais cara de uma só vez.