(Adobe Stock) Levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) revela uma projeção otimista para o setor este ano. Ao todo, 72% das entrevistadas projetam crescimento nas vendas e encomendas para o ano; 72% das empresas têm intenção de investir e 67% pretendem contratar novos funcionários. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A perspectiva acompanha um cenário positivo já verificado no ano passado, quando o setor eletroele-trônico atingiu R\$ 272 bilhões de faturamento, com um crescimento da indústria de 4%. A projeção para este ano é de R\$ 291 milhões. Já os investimentos deverão representar 1,73% do faturamento, totalizando R\$ 5 bilhões. Esse resultado deverá ser 8% acima do verificado em 2025. Segundo a entidade, “além da inflação do setor, o acréscimo no faturamento também foi influenciado pela mudança no perfil de consumo de bens de informática e telefones celulares, que está mais direcionado para equipamentos com mais recursos, mais tecnologia e, portanto, com preços mais elevados”, afirma a Abinee. Por sua vez, o número de empregados diminuiu de 284,5 mil diretos, em dezembro de 2024, para 284,1 mil em dezembro de 2025 – redução de 390 postos de trabalho no ano. A queda de 7,5 mil postos de trabalho ocorrida nos três últimos meses de 2025 anulou o crescimento acumulado no decorrer do ano. Por áreas O ano de 2025 apresentou resultados distintos entre as diversas áreas do setor. Ainda conforme o relatório da entidade, os crescimentos no faturamento mais expressivos, em termos reais, foram verificados nas áreas de componentes elétricos e eletrônicos (+8%), bens de informática (+6%) e telefones celulares (+14%). No caso dos componentes elétricos e eletrônicos, foi verificado o aumento na demanda mundial de memórias, principalmente na área de inteligência artificial, que gerou aumento de preços internacionalmente. Este repasse de preços impactou o faturamento da área no Brasil. Já o desempenho nas áreas de informática e de telefones celulares também foram influenciados pela subida de preços, mas também pelo aumento na demanda por equipamentos com mais recursos, especificações mais avançadas, com novas tecnologias, e, portanto, mais caros. O mercado de notebooks, por exemplo, manteve-se estável, com 5,7 milhões de unidades, enquanto os desktops registraram leve queda. Ainda assim, o segmento foi sustentado por demandas específicas, como o setor educacional e a migração do sistema operacional Windows 10 para o Windows 11, que incentivou a troca de equipamentos antigos. Já os tablets apresentaram leve retração após forte crescimento no ano anterior. Enquanto isso, o mercado de desktops totalizou 2 milhões de unidades, 3% abaixo de 2024. Vale destacar que grande parcela da receita deste mercado contou com o segmento de gamers. O mercado de celulares também recuou levemente em volume, embora tenha avançado no combate à informalidade. Foram vendidos 32,9 milhões de unidades em 2025, sendo 32,4 milhões de smartphones e 474 mil celulares tradicionais. A participação de aparelhos irregulares diminuiu de forma significativa, mas ainda representa um desafio relevante para o setor. Outras áreas apresentaram crescimento mais moderado. A infraestrutura de telecomunicações avançou com a integração entre tecnologia, energia e automação, contribuindo para a digitalização. O segmento de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica (GTD) cresceu, com destaque para transmissão e distribuição, impulsionadas por investimentos e aumento do consumo, enquanto a geração enfrentou limitações, especialmente nas fontes renováveis. A automação industrial seguiu em expansão, estimulada pela busca por eficiência e digitalização em setores como mineração, petróleo e gás. Já os equipamentos industriais tiveram faturamento estável, com foco na modernização do parque produtivo. O material elétrico de instalação registrou leve alta, apoiado pela construção civil e infraestrutura. Por fim, o segmento de utilidades domésticas apresentou leve queda no faturamento, com desempenho positivo em ar-condicionado e televisores, estabilidade nos portáteis e retração nos produtos da linha branca.