[[legacy_image_65131]] As profissionais do sexo em Belo Horizonte, Minas Gerais, suspenderam o atendimento sem previsão de retorno, após o aumento dos casos de Covid-19 no estado. Março foi o pior mês desde o início da pandemia. Cida Vieira é presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig). "Nosso trabalho é de contato físico diário com várias pessoas. Somos muito vulneráveis e tínhamos que ser incluídas em algum grupo de risco. Não queremos que nos passem na frente de ninguém, mas que nos vejam com olhos de humanidade", disse ela. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo Cida, esse tipo de trabalho é estigmatizado, tanto pelo governo como pela sociedade. "Convivemos com doenças sexuais, cuidamos de famílias, mas não pensam em nós como um grupo que precisa de cuidados especiais, principalmente na pandemia", afirma. Ele reforça que querem apenas ser reconhecidas como grupo de risco, e não prioritário. "A gente só quer ter suporte justo e poder ser consideradas como pessoas que precisam de ajuda, muitas vezes mais que outras, mas não nos colocamos acima nem abaixo de ninguém". A representante afirmou que a prefeitura da cidade tem dado apoio, ajudando no enfrentamento da insegurança alimentar ou vulnerabilidade social, com distribuição de cestas básicas em alguns casos, mas que, na verdade, "gostaria que essas profissionais fossem vistas como uma categoria que precisa ao menos de auxilio emergencial", finalizou. Em março, o estado teve o pico de casos de Covid-19, e registrou 24.332 casos desde o início da pandemia.A taxa de ocupação nos leitos chega a 91,96%, segundo a Secretaria de Saúde local. *com informações de UOL