[[legacy_image_97035]] Um professor do ensino fundamental falou em fuzilar a turma do 4º ano de alunos de uma escola particular de Anápolis, a 55km de Goiânia, durante uma aula on-line. A "brincadeira" foi vista como de mau gosto por alguns pais e estudantes e o vídeo repercutiu nas redes sociais, chegando ao conhecimento das autoridades. O professor foi demitido e o caso segue em apuração pela Polícia Civil. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! No vídeo, é possível ouvir o professor falando sobre o fuzilamento e comentando possíveis "manchetes" se praticasse um ato de violência contra a turma. "Eu peço para acompanhar a leitura, eu acabo de ler e vocês não sabem onde que é para sublinhar? O que eu faço com o 4º ano B? Trago uma metralhadora e fuzilo vocês tudo? (barulho de metralhadora) Fazer uma chacina no Villa Galileu. Professor maluco mata só uma sala específica. A ‘chatura’ é tanta que nem morrer não morre", disse. Na internet, o caso dividiu opiniões: enquanto alguns veem a fala do professor como uma "brincadeira infeliz", outros afirmam que é perigoso dirigir esse tipo de fala a crianças. Segundo a escola, o professor se desculpou pelo comportamento em vídeo dizendo que a fala foi "reprovável" e foi desligado da instituição. Ainda em apuração, o caso deve passar pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Preliminarmente, a situação pode configurar crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de exposição das crianças e adolescentes ao "vexame" ou "constrangimento". Em nota, a escola se manifestou sobre o caso e informou as medidas tomadas. Confira a nota na íntegra: Em relação ao fato ocorrido e apresentado no vídeo circulante, a Direção do Villa Galileu solidariza-se com as famílias que sentiram-se, com razão, incomodadas e preocupadas com a atitude e teor da fala do professor em questão. Após ouvir a defesa do professor, de comum acordo, o mesmo foi desligado do quadro docente, após deixar em vídeo, a admissão que sua fala foi profundamente reprovável e inconveniente e pedido de desculpas aos alunos, pais e colegas. A escola convocou e realizou uma reunião ainda ontem às 19:30h, com os pais da turma em questão, para discussão do episódio e medidas a serem adotadas. É oportuno informar que o professor pertenceu aos quadros do Colégio Galileu por 4 anos (fevereiro 2014 a fevereiro 2018) antes de transferir-se para o Villa Galileu desde sua criação em 2018, não apresentando em nenhum outro momento, atos ou atitudes que sugerissem ou representassem qualquer risco à comunidade escolar. *Com informações do G1