(Adobe Stock) O doce sabor do chocolate todo mundo conhece e não dispensa. A proximidade da Páscoa com os tradicionais ovos naturalmente aguça o paladar. O mercado de trabalho na indústria do setor também vive, pode-se dizer, momentos açucarados em razão do período que começa cedo, aponta a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “De agosto do ano passado, quando os ovos e itens de Páscoa começaram a ser preparados, a março deste ano, foram abertos quase 10 mil empregos, bem mais que os 7.200 do ano passado”, revela, em nota, a entidade. A Abicab salienta que, historicamente, 20% destes postos se tornam fixos, com carteira de trabalho assinada. “É a oportunidade de um jovem ingressar em uma carreira que lhe possibilitará ascensão social”, argumenta. O processo envolve embalagens mais sofisticadas, contratação de pessoal para os pontos de venda e frete em caminhões refrigerados. “Temos orgulho em participar desse momento de taxas mínimas de desemprego no País. Somos parte do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 3,4% neste ano”, afirma o texto. Variedade Outro dado que atesta a força da indústria do chocolate, segundo a Abicab, é a quantidade de itens de Páscoa lançados no mercado neste ano: 803 contra 611 do ano passado. “São novas gramaturas, tamanhos, formatos diferentes e composições com frutas, castanhas, pistache, para atender aos mais variados gostos e atingir todas as camadas de consumo”, descreve. O chocolate ao leite ainda é a preferência nacional, de acordo com a entidade, mas há alternativas de chocolates intensos, com adição de mais cacau. “Estamos atentos à evolução do paladar do nosso consumidor”, afirma. (Adobe Stock) Brasil busca mais incentivos O Brasil é o sexto maior produtor de cacau do mundo. Com a quebra da safra, no início do ano passado, dos dois maiores produtores - Costa do Marfim e Gana, responsáveis por 70% do volume comercializado - a tonelada de cacau, na Bolsa de Nova Iorque, saiu de US\$ 2,5 mil para US\$ 8 mil. No último dia 17, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), Jaime Recena, esteve em audiência com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Ele informou que anunciará, ainda no primeiro semestre, um plano de incentivo para a cacauicultura: programas de custeio (manejo de solo) e investimento (máquinas e implementos agrícolas). Iniciativas O Governo Federal e a iniciativa privada - dentre elas a Abicab - estiveram presentes, em novembro de 2023, no lançamento do programa Inova Cacau. A projeção é duplicar a produção das atuais 200 mil toneladas para 400 mil toneladas em 2030. “São Paulo criou o Cacau-SP, com plantio em São José do Rio Preto, no Noroeste do Estado, e no Vale do Ribeira, no Sul. Além das áreas tradicionais - Sul da Bahia e Pará (maiores produtores nacionais) a cultura se expande para o Oeste da Bahia, no chamado Cacau a Pleno Sol e nos estados do Espírito Santo e Rondônia”, detalha, em nota, a entidade. (Adobe Stock) Produção se manteve estável A produção total de chocolates no Brasil se manteve estável, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab): de 805 mil toneladas em 2023 para 806 mil toneladas no ano passado. O consumo per capita também ficou no mesmo patamar: 3,8 kg por indivíduo no ano. Oitenta por cento da produção nacional do produto é para consumo interno, de acordo com a entidade. A reportagem consultou a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) sobre os dados recentes envolvendo as exportações do produto, mas a resposta foi de que a agência não tinha dados próprios compilados até o momento sobre o assunto. Em informações publicadas pela ApexBrasil há dois anos, em 2023, o quadro da época apontava que as exportações de chocolate eram destinadas, em sua maioria, aos países da América Latina, liderados por Argentina (27%), Chile (11%) e Paraguai (10,7%). Em 2022, também de acordo com a agência, houve um crescimento de 12,7% no envio do produto para outros países, se comparado com o resultado do ano anterior. As receitas atingiram US\$ 142 milhões.