Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, esteve em Guarujá neste sábado (7) (Alexsander Ferraz/AT) O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, garante que as palavras de ordem que devem nortear as decisões do órgão são “flexibilidade e cautela”, e que vai com as “opções em aberto” para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 17 e 18 deste mês, onde será definido o corte (ou não) na taxa Selic, atualmente em 14,75% ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Perante a incerteza que existe hoje no mundo, a maneira correta de atuar é dizendo como você vai reagir, e não o que vai fazer. As autoridades monetárias estão dependentes de dados. Juro alto é incômodo, eu sei, mas a gente ter a clareza de que temos um BC que faz o esforço que precisar para defender nossa moeda, não a deixando perder valor, é um ativo muito importante”, afirmou, neste sábado (7), durante painel no Fórum Esfera, em Guarujá. Galípolo entende que a discussão que une Executivo, Legislativo e setor privado em torno do ajuste fiscal é uma importante sinalização. “Nesse momento, é especialmente relevante o Brasil conseguir passar um sinal nesse sentido. Ter uma disposição em sentar à mesa. Temos que aproveitar esse momento de consenso e fazer as reformas acontecerem”. Febraban Enquanto isso, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, reforçou que o ajuste fiscal deve envolver a sociedade como um todo e precisa ser feito “por bem ou por mal”. “Se nós não conseguirmos entender por bem, essa conta será absolutamente inadministrável e insuportável”, avalia.