Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, trata-se de um avanço histórico no sistema público (Divulgação) A partir de agosto de 2025, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a atendimentos na rede privada, com consultas, exames e cirurgias realizadas por planos de saúde — sem nenhum custo adicional para o cidadão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A mudança faz parte do programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Advocacia-Geral da União (AGU). A iniciativa permite que planos de saúde convertam dívidas com o SUS em atendimentos médicos para pacientes da rede pública. Foco nas especialidades com maior fila A proposta prevê a oferta de serviços médicos em seis áreas prioritárias, que concentram as maiores demandas e filas no SUS: Cardiologia; Oncologia, Oftalmologia; Ortopedia; Otorrinolaringologia e Ginecologia. O objetivo é reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso da população a especialistas, especialmente em regiões mais carentes. De acordo com o governo federal, cerca de R\$ 750 milhões em dívidas serão destinados inicialmente a essa operação, que poderá beneficiar milhões de brasileiros. Como vai funcionar? As operadoras de planos de saúde que possuem dívidas com o SUS poderão se inscrever voluntariamente no programa por meio da plataforma InvestSUS. Para participar, é preciso comprovar capacidade técnica e oferecer um número mínimo de atendimentos mensais (100 mil, ou 50 mil em áreas de menor demanda). Esses atendimentos serão organizados em pacotes completos, que incluem consulta, exames e tratamento. Só após a entrega completa desses "combos de cuidados integrados" é que a operadora terá o abatimento da dívida efetivado. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, trata-se de um avanço histórico no sistema público: “É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como esse. As dívidas agora viram ações concretas para reduzir filas e dar dignidade aos usuários.” Atendimento gratuito e monitorado Todos os atendimentos seguirão sendo 100% gratuitos para os usuários do SUS. A escolha dos pacientes será feita pelas secretarias municipais e estaduais de saúde, com base na demanda local. O programa também terá fiscalização ativa da ANS e será monitorado por gestores regionais, garantindo que os atendimentos sejam realizados com qualidade, dentro do prazo, e com acompanhamento clínico do início ao fim. Dados integrados com a saúde pública Outra novidade que começa a ser implementada paralelamente ao programa é a integração dos dados clínicos da rede privada com o Meu SUS Digital. A partir de agosto, as operadoras começarão a compartilhar informações sobre exames, diagnósticos e prescrições com o Sistema Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Com isso, os pacientes terão acesso a todo seu histórico médico — público e privado — em um só lugar. A integração deve ser concluída até outubro. Benefícios esperados A medida tem potencial de: Reduzir filas de especialidades com maior demanda Aumentar o aproveitamento da rede privada, com atendimento regulado Evitar ações judiciais contra operadorasDar mais agilidade e transparência ao sistema Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que o programa seja expandido futuramente para outras áreas e serviços.