(Marcelo Casal/Agência Brasil) O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, deve passar por uma série de mudanças importantes entre 2026 e 2027, com seis novidades previstas que prometem transformar ainda mais a forma como brasileiros e empresas fazem transações financeiras. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A expectativa acompanha o crescimento exponencial do Pix, que bateu recordes de uso em 2025 com mais de R\$ 35,4 trilhões movimentados, reforçando sua importância na economia digital do país. O que está por vir no Pix As mudanças devem incluir funcionalidades novas e melhorias em aspectos já existentes. Entre as principais tendências apontadas por especialistas e iniciativas já em desenvolvimento estão: 1. Pix internacional — Uma das novidades mais aguardadas é a possibilidade de fazer pagamentos transfronteiriços, permitindo que usuários brasileiros usem o PIX em compras ou transferências no exterior com custos e agilidade competitivos. 2. Pix em garantia — Funcionalidade voltada principalmente para empresas, em que recebíveis futuros via PIX poderão ser usados como garantia em operações de crédito, facilitando acesso a empréstimos e potencialmente reduzindo juros. 3. Melhorias de rastreamento e segurança — O Banco Central já vem reforçando mecanismos de proteção, como a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que melhora o rastreamento de valores em casos de fraude e ajuda a recuperar dinheiro enviado de forma indevida. 4. Pix por aproximação e outras formas de iniciação — Modelos como Pix por aproximação (NFC) e outras formas intuitivas de iniciar pagamentos devem ganhar mais espaço, deixando o sistema ainda mais prático para o dia a dia do consumidor. 5. Adaptação ao mercado digital — O Pix tende a ampliar sua integração com o e-commerce e soluções de pagamento centralizadas, como QR Codes estratégicos e APIs avançadas para lojas online e serviços financeiros. 6. Automatizações e recorrência (Pix Automático) — Pagamentos recorrentes, como mensalidades e assinaturas, continuarão sendo adaptados com o PIX Automático, que já está em fase de implementação para substituir alguns modelos tradicionais de débito entre bancos. O Pix no futuro do pagamento Essas novidades são parte de um movimento mais amplo de evolução do Pix, que já supera parte significativa dos meios tradicionais de pagamento no Brasil e tende a consolidar sua posição nos próximos anos — inclusive com projeções de participação crescente no e-commerce nacional. Especialistas lembram que, apesar das inovações, não está prevista a criação de novos tributos específicos sobre o Pix para pessoas físicas, e notícias sobre taxações exageradas são classificadas como fake news pelos órgãos oficiais.