A globalização faz com que os países estejam extremamente próximos (Imagem Ilustrativa/FreePik) A globalização faz com que os países estejam extremamente próximos, não importando o posicionamento geográfico de cada um. Por esse motivo, as economias das nações se cruzam a todo momento, com parcerias industriais que envolvem troca de tecnologia, cooperação e mesmo relações de consumo, até por que não há autossuficiência na grande maioria dos setores em nenhum local. O Brasil possui uniões importantes pelo mundo, em especial com a China, Estados Unidos, União Europeia (especialmente Alemanha e França), Japão e Argentina. “Para o Brasil, essas parcerias dão acesso a novas tecnologias e conhecimento, que podem impulsionar e acelerar o crescimento e modernização da indústria local. Para países parceiros, o contato com nações emergentes permite o acesso a matérias-primas estratégicas. No fim, os dois lados se beneficiam”, afirma o especialista em logística Lúcio Lage Rodrigues. “O Brasil, como um grande player agrícola e desenvolvendo sua indústria, carece dessas parcerias para aumentar sua relevância no mercado global”, emenda Rodrigues, também diretor da Process Log & Comex. Engenheiro civil, mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia e consultor portuário, Luis Claudio Montenegro explica que a prática faz com que o Brasil passe a participar de cadeias produtivas globais e produza em escala mundial, reduzindo bastante os custos de produção no Brasil. “Além disso, há qualificação de mão de obra, produção de tecnologia e inovação, ampliação da produtividade industrial, dentre outros”, completa. Blocos econômicos O coordenador dos cursos de Comércio Exterior da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo, Laercio Munhoz, observa a importância do surgimento dos acordos internacionais e dos blocos econômicos, responsáveis pela facilitação entre os países integrantes para a comercialização entre eles, e as vantagens disso. “A vantagem está na redução das tarifas alfandegárias e maior facilidade nas relações entre os países-membros. Temos bons exemplos: G8 e G20, além de organizações internacionais (Organização dos Estados Americanos e Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Quando se faz um bom acordo comercial, o desenvolvimento torna-se crescente para os países envolvidos, elevando o fluxo de mercadorias, capitais e serviços e a circulação de pessoas”. () Diplomacia também sai ganhando O especialista em logística Lucio Lage Rodrigues é categórico em afirmar que essas parcerias comerciais têm um outro aspecto muito importante para o Brasil: o de fortalecer os laços e relações diplomáticas. “Isso gera uma interdependência econômica e, assim, alinha as estratégias dos países. Quanto maior a cooperação industrial, maior tende a ser o interesse em manter boas relações políticas e comerciais. Com isso, acaba acontecendo um ciclo virtuoso, estimulando aproximações dos países em outras áreas, como segurança, comércio e meio ambiente”, explica. O engenheiro civil, mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia e consultor portuário Luis Claudio Montenegro vai na mesma linha e deixa claro que as relações comerciais com sinergias de produção aproxima os países e suas culturas. “Trata-se de uma troca de experiências e vantagens competitivas entre os países envolvidos. Esse modelo sinérgico é a base do desenvolvimento de países como a Alemanha, a Coreia, a China, o Japão, a Holanda e outros”, afirma. Já o coordenador dos cursos de Comércio Exterior da Faculdade do Comércio da Associação Comercial de São Paulo, Laercio Munhoz, avalia que o lado diplomático surge como um coadjuvante nas negociações. “Temos que atender aos interesses brasileiros no controle de preços e quantidades. A diplomacia fica responsável por esse ajuste dos nossos interesses com os dos países que precisam de nossos produtos”, argumenta.