[[legacy_image_188673]] Um mandado de segurança ajuizado nesta quinta-feira, 30, no Supremo Tribunal Federal (STF) pede a suspensão de mecanismo que torna impositivas as emendas do relator-geral, as RP-9, base do orçamento secreto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O dispositivo está previsto no relatório final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2023 aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), na quarta-feira passada. A ação foi ingressada pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é líder da Oposição no Senado, Alessandro Vieira (PSDB-SE) e os deputados Felipe Rigoni (União Brasil-ES) e Tabata Amaral (PSB-SP). A execução das emendas de relator se tornarão impositivas por meio de um dispositivo da LDO que obriga o governo a reservar recursos para o pagamento dessas emendas. Neste ano, foram aprovados R\$ 16,5 bilhões em emendas de relator-geral - R\$ 5,8 bilhões já foram empenhados. Para 2023, o valor deve atingir R\$ 19 bilhões. Ao impor as emendas RP-9, o Congresso ganha mais poder sobre o Orçamento. Como mostrou o Estadão, a medida teve apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), com o objetivo de manter controle sobre os recursos independentemente de quem vencer a eleição presidencial.