Uma nova pesquisa eleitoral vai medir o cenário da disputa pelo Governo de São Paulo nas eleições de 2026, colocando frente a frente dois dos principais nomes da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). O levantamento do instituto Real Time Big Data começa a ser realizado nesta quarta-feira (19) e vai até sábado (22). A divulgação dos resultados está prevista para segunda-feira (24). A pesquisa pretende mostrar não apenas a intenção de voto dos paulistas, mas também a rejeição e o potencial eleitoral dos candidatos. Ao todo, serão realizadas 2 mil entrevistas. A margem de erro máxima estimada é de aproximadamente dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-01347/2026. Tarcísio x Haddad no segundo turno Um dos principais pontos da pesquisa será justamente um eventual confronto direto entre Tarcísio e Haddad. Primeiramente, os entrevistados poderão responder espontaneamente em quem pretendem votar para governador de São Paulo. Depois, será apresentado um cenário estimulado com sete nomes: Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Policial Edjane (Agir), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP). O Real Time Big Data também perguntará aos eleitores em quem votariam em um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad. A comparação ganha relevância diante dos levantamentos realizados ao longo de 2026. Em março, por exemplo, pesquisa do próprio Real Time Big Data registrou Tarcísio com 47% e Haddad com 31% em um dos cenários de primeiro turno. Na simulação de segundo turno daquele levantamento, o governador aparecia com 50%, contra 37% de Haddad. Pesquisa vai medir rejeição Outro indicador que poderá ajudar a dimensionar a situação de cada candidatura será a rejeição. Os entrevistados serão questionados sobre em qual dos sete nomes apresentados não votariam para governador. Além disso, o instituto pretende medir o chamado potencial de voto. Para cada candidato, o eleitor deverá informar se votaria nele com certeza, se poderia votar, se conhece o nome mas não votaria ou se ainda não o conhece suficientemente para formar uma opinião. Com isso, o levantamento poderá indicar não apenas quem está na frente na preferência atual do eleitor, mas também quais candidaturas possuem maior possibilidade de crescimento — e quais enfrentam resistência maior. Disputa pelo Senado também será testada A pesquisa também vai avaliar a corrida pelas duas vagas de São Paulo no Senado que estarão em disputa nas eleições de 2026. O questionário apresenta 15 nomes e permitirá ao entrevistado indicar o primeiro e o segundo voto. Estão na lista André do Prado (PL), Dra. Eliana Ferreira (PSTU), Ednelson Cesaretti (PCO), Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Guto Schiavetto (Missão), Maíra de Souza (UP), Marcio Alves (UP), Marina Silva (Rede), Petter Maahs (PCB), Salles (Novo), Simone Tebet (PSD), Soninha Francine (Cidadania), Weller Gonçalves (PSTU) e William Teixeira (Agir). Os entrevistados também poderão responder que votarão nulo ou em branco ou que ainda não sabem em quem votar. Eleitores avaliarão governo Tarcísio Além da corrida eleitoral, a pesquisa vai medir a percepção dos paulistas sobre a administração estadual. Os entrevistados deverão informar se aprovam ou desaprovam o desempenho de Tarcísio de Freitas à frente do Governo de São Paulo. Haverá ainda uma segunda avaliação, mais detalhada, na qual a gestão poderá ser classificada como ótima, boa, regular, ruim ou péssima. O resultado permitirá observar até que ponto a avaliação da administração estadual está se refletindo na intenção de voto do governador na tentativa de permanecer no Palácio dos Bandeirantes. O Real Time Big Data já havia medido a popularidade do governador em levantamento divulgado em junho. Na ocasião, Tarcísio registrou 62% de aprovação e 34% de desaprovação, enquanto 4% não souberam opinar. A nova rodada, portanto, poderá mostrar se houve mudança na percepção dos eleitores e como esse movimento interfere no cenário eleitoral a poucas semanas do primeiro turno.