As origens da moderna música eletrônica remontam ainda à década de 1940, com raízes no erudito (FreePik) A música eletrônica é oficialmente patrimônio cultural imaterial do Estado de São Paulo. De autoria do deputado estadual Caio França (PSB), a nova lei (18.400/26) foi sancionada quarta-feira pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o deputado, a sanção representa um marco histórico, ao reconhecer um segmento cultural que movimento a cena artística e a economia criativa, projetando o Estado como referência, tanto no País, quanto no exterior, na produção e difusão desse tipo de música. “A música eletrônica faz parte da identidade cultural contemporânea de São Paulo. Reconhecê-la como patrimônio imaterial é reconhecer o trabalho de artistas, produtores, coletivos e profissionais que constroem essa cena há anos, muitas vezes à margem das políticas públicas”, afirma Caio França. Leque de incentivos O reconhecimento como patrimônio cultural facilita a adoção de políticas públicas que contemplem o gênero. Por exemplo: programas de formação e capacitação de DJs, incentivo à pesquisa e memória e fomento a festivais específicos. Também o fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à tecnologia, inovação e economia criativa podem ser beneficiadas. Além disso, a chancela cria bases institucionais para ramificar a música eletrônica, estendendo-a a ações culturais, educacionais e de qualificação profissional. Com isso, amplia-se as oportunidades para artistas e trabalhadores do setor, com destaque às periferias e em locais com intensa produção cultural. História As raízes da música eletrônica estão ligadas à música erudita, especialmente à Música Concreta, na França, e à Elektronische Musik, na Alemanha, desenvolvidas entre os anos 1940 e 1950, a partir do avanço de técnicas de reprodução e gravação propiciado pela Segunda Guerra Mundial. Com o advento dos sintetizadores, já nos anos 60, a música eletrônica começou a surgir, primeiro, incorporada especialmente ao rock. Foram pioneiros os Beach Boys, Beatles e Pink Floyd. Mas foi nos anos 70 que o eletrônico se transformou em um gênero musical, com a banda alemã Kraftwerk e o instrumentista Jean Michel Jarre. A partir dos anos 80, até hoje, com o avanço tecnológico ininterrupto, o eletrônico deixou de ser ferramenta para se ampliar as possibilidades musicais e ganhou cena própria. Nasceram o techno, o house e o trance – e várias outras vertentes. Criou-se uma cultura nas raves e na figura central desse novo DJ, que não apenas ‘toca’ músicas, mas as reconfigura e cria. Exemplo disso é o Brazilian Bass, surgido por volta de 2016, popularizado por artistas como os DJs Alok e Vintage Culture.