(Reprodução) O desenho animado Os Jetsons não pensou textualmente neles, mas indicava, décadas atrás, que o transporte pelo ar ainda seria uma realidade. E os equipamentos que sobrevoam nossos céus todos os dias são versáteis, atendendo a diversos segmentos. Trata-se dos Veículos Aéreos Não Tripulados (VNAT), os populares drones. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Até fevereiro deste ano, estavam registrados junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mais de 133 mil drones. O fato é que, ao longo da última década, o mercado brasileiro de drones migrou de um ambiente emergente e predominantemente recreativo para um setor com várias possibilidades e presença relevante em operações profissionais, aplicações agrícolas, serviços técnicos, fiscalização, mobilidade urbana e políticas públicas. “Hoje, o mercado tem modelos para todos os segmentos e áreas, sendo os mais comuns os modelos voltados para as áreas do audiovisual; inspeção, tanto predial como técnica, sendo que alguns modelos chegam até a ter câmeras termais de alta resolução”, explica o instrutor de pilotagem Gabriel Ribeiro. Ele, que é formado em Ciências Aeronáuticas, lembra que modelos agrícolas também vêm sendo usados com frequência para pulverização, assim como outros voltados para a segurança. “Guardas municipais e policiais militares fazem bastante uso desse tipo de tecnologia”. Segundo ele, o que diferencia um modelo do outro basicamente é o tipo de tecnologia - alguns possuem câmeras com maior capacidade de zoom. “Os drones para a área do audiovisual precisam ter qualidade de 4K ou 8K, por exemplo”, cita. Estágio tecnológico O especialista vê como alto o estágio evolutivo do drone atualmente. “Ele entrou no nosso mundo, para uso comum e comercial, e vive um momento de grande expansão, principalmente por causa da popularização e da redução dos custos. Antigamente, esses equipamentos eram muito caros e de difícil acesso, muitas vezes sendo necessário importá-los”, aponta Ribeiro. Segundo ele, a sociedade como um todo já entende que esse tipo de equipamento faz parte do nosso dia a dia. “Antes, quando alguém avistava um drone, parecia que estava lidando com um disco voador. Hoje, isso já é algo bastante comum”. Ele salienta que, graças à inserção dos drones na sociedade, as empresas fabricantes passaram a disputar cada vez mais espaço no mercado. Atualmente, a principal fabricante de drones é a DJI, empresa chinesa que atua nesse segmento há mais de 15 anos. A marca oferece modelos para diferentes perfis de usuários, desde criadores de conteúdo para plataformas como o YouTube até equipamentos voltados ao agronegócio, que podem custar entre R\$ 200 mil e R\$ 300 mil. Outra funcionalidade quem vem sendo testada para os drones é a entrega delivery de alimentos e outros produtos, especialmente fora do Brasil. E o futuro? O instrutor de pilotagem acredita que, nos próximos cinco ou dez anos, a tecnologia aplicada aos drones vai evoluir ainda mais. “Hoje, vejo esses equipamentos não apenas nas mãos de iniciantes que querem aprender a pilotar para fazer fotos, vídeos ou criar conteúdo. Afinal, foi assim que os drones começaram a se popularizar: como uma espécie de câmera voadora”, explica. Legislação Entraram em vigor novas regras para o uso de drones no Brasil, definidas pela Anac e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), com o objetivo de aumentar a segurança das operações e adequar a regulamentação ao crescimento do setor. A principal mudança é que todos os drones, inclusive os com menos de 250g, passam a exigir autorização de voo pelo sistema Sarpas, acabando com a antiga isenção para modelos leves. Outra novidade é o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC nº 100), que classifica as operações pelo nível de risco — categorias aberta, específica e certificada, em vez de considerar principalmente o peso da aeronave. O regulamento também amplia a responsabilidade dos operadores. Pilotos remotos deverão passar por treinamento adequado e, para operações profissionais, será exigida prova teórica da Anac sobre segurança de voo, responsabilidades do piloto e regras do espaço aéreo. Menores de 18 anos poderão operar drones apenas sob supervisão de um piloto remoto maior de idade. Voos recreativos de baixo risco poderão receber autorização automática em até 30 minutos, enquanto operações mais complexas continuarão sujeitas à análise do controle de tráfego aéreo. Conheça alguns drones com preços acessíveis e fácil manuseio DJI Neo R\$ 1,5 mil a R\$ 2,5 mil Drone ultracompacto e muito fácil de usar. Decola na palma da mão, grava vídeos estabilizados e é ideal para selfies, viagens e para quem está começando. (Reprodução) DJI Lito 1 R\$ 3,5 mil a R\$ 5 mil Modelo mais moderno para iniciantes que querem mais recursos. Oferece melhor qualidade de imagem, modos de voo inteligentes e maior autonomia. (Reprodução) DJI Mini 4K R\$ 2,8 mil a R\$ 4 mil Excelente custo-benefício para quem busca qualidade. Grava em 4K com ótima estabilização, voa por mais tempo e entrega imagens com aparência profissional. (Reprodução) FIMI X8 Mini R\$ 2,5 mil a R\$ 3,5 mil Alternativa mais econômica à DJI. É leve, grava em alta qualidade e atende bem quem quer aprender a pilotar sem investir tanto. (Reprodução) Ryze Tello R\$ 700,00 a R\$ 1,2 mil Ideal para aprender os comandos básicos. É pequeno, seguro e divertido, mas não é indicado para quem pretende produzir imagens de alta qualidade. (Reprodução)