[[legacy_image_36783]] Sedentarismo, estresse, tabagismo, consumo excessivo de sal ou de álcool são apenas alguns hábitos e fatores de risco que podem levar um indivíduo a um quadro de hipertensão (igual ou acima de 13 x 8). Atualmente, um em cada quatro brasileiros sofre deste mal, que, se não for tratado e controlado, traz consequências desastrosas à saúde. Dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) mostram que a hipertensão está associada a 45% das mortes por doenças cardiovasculares, cerca de 400 mil óbitos por ano no Brasil. A entidade iniciou uma campanha de alerta sobre o tema, já que nesta segunda-feira, 26 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Controle da Hipertensão Arterial. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “O maior problema é que a doença é assintomática e, em muitos casos, as pessoas não assimilam que precisam se tratar. Boa parte segue a vida e só toma uma atitude depois que a hipertensão já causou estragos, como um acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto”, destaca o assessor científico da Socesp, Rui Póvoa. Nesse contexto, o sedentarismo ainda é um dos principais vilões. Com a pandemia e a necessidade de distanciamento social, praticar atividades físicas passou a exigir criatividade e cuidados redobrados. “A meta é não ficar parado, pois quanto mais tempo a pessoa permanece sedentária, menos resistência terá”, alerta Murilo Moura Sarno, médico de família e comunidade e professor da Faculdade de Medicina da São Judas, em Cubatão. O médico também destaca a importância da prevenção e dos cuidados que os hipertensos devem ter em relação à covid-19. “Em tempos de pandemia, mais do que nunca, as pessoas com hipertensão precisam tomar sua medicação para o controle da pressão arterial corretamente, redobrar os cuidados com a alimentação e manter os hábitos saudáveis, dentro do possível, paralelamente às medidas de prevenção à covid-19, já que se sabe que a hipertensão arterial é um fator de risco para complicações cardiovasculares em pessoas com coronavírus”.