Mais de 680 mil imóveis foram financiados no Brasil no primeiro semestre. A conta considera operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de fontes livres (condições negociadas diretamente entre banco e cliente), segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No período, o volume de crédito imobiliário concedido atingiu R\$ 180,9 bilhões, alta de 23% em relação aos R\$ 147,1 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025. Do total desembolsado, os financiamentos com recursos do SBPE somaram R\$ 93,7 bilhões, avanço de 29% frente aos R\$ 72,9 bilhões de um ano antes. Já as operações com o FGTS alcançaram R\$ 77,6 bilhões, crescimento de 22% na mesma base de comparação. Os empréstimos com recursos livres totalizaram R\$ 9,6 bilhões, queda de 8% em relação aos R\$ 10,4 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025. O levantamento da Abecip analisa apenas as linhas de crédito que contam com recursos originados na caderneta de poupança, usadas principalmente para financiar a compra e a construção de moradias destinadas à classe média e alta. Segundo o diretor-presidente da Abecip, Michel Cury, o desempenho do primeiro semestre ficou acima das expectativas da entidade e reflete a resiliência da demanda por crédito imobiliário, mesmo em um ambiente de juros elevados. Cury afirma ainda que a demanda por crédito imobiliário segue relevante, apoiada pela formação de famílias, pelo mercado de trabalho e pelos programas habitacionais. A associação avalia que a continuidade do crescimento do setor dependerá da diversificação das fontes de funding (recursos que abastecem as linhas de crédito, como FGTS), com maior participação de instrumentos de mercado para complementar os recursos da caderneta de poupança. (Estadão Conteúdo) Construtoras Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos para construção somaram R\$ 26,5 bilhões, alta de 107%, enquanto os destinados à aquisição de imóveis alcançaram R\$ 67,2 bilhões, avanço de 12%, ambos na comparação com o primeiro semestre do ano passado.