Total investido por bacia na fase de produção foi liderado pela de Santos, que recebeu R\$ 116 bilhões (61,6%) nos últimos três anos (Divulgação/SBM) Os investimentos na fase de produção no setor de petróleo e gás natural mais que dobraram em 2024 em relação a 2022, passando de R\$ 37,7 bilhões para R\$ 94,2 bilhões, uma alta de 150%, mostra o novo painel dinâmico lançado nesta segunda-feira, 9, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Somados os últimos três anos, a produção de petróleo e gás natural no Brasil recebeu investimentos de R\$ 190 bilhões. Desse total, 18,9%, ou R\$ 36 bilhões foram referentes à construção de plataformas, enquanto a Recuperação Ambiental recebeu somente R\$ 134 milhões. O total investido por bacia na fase de produção foi liderado pela bacia de Santos, que recebeu R\$ 116 bilhões (61,6%) nos últimos três anos, seguida da bacia de Campos, com R\$ 62,6 bilhões (33,1%). Os contratos do setor são divididos em duas fases. A primeira é a fase de exploração, na qual as empresas realizam estudos e atividades (como sísmicas, perfuração de poços etc.) para identificar a presença ou não de petróleo e/ou gás e, caso identifique, avaliam se as descobertas são ou não comerciais. Ao final da fase de exploração, a empresa decide se irá devolver o bloco à ANP ou se irá apresentar uma declaração de comercialidade e reter uma área de desenvolvimento - dando início à segunda fase, de produção. Após a aprovação do Plano de Desenvolvimento pela ANP, a área de desenvolvimento se transforma em um campo produtor.