[[legacy_image_113383]] A Justiça da China anunciou nesta quinta-feira (14) que um homem recebeu a pena de morte por atear fogo em sua ex-mulher durante uma live. O caso ocorreu em setembro de 2020, mas só agora o Judiciário local proferiu uma decisão. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na época, o assassinato gerou indignação e debates sobre violência doméstica no país. Milhões de internautas se manifestaram com o uso de uma hashtag que chegou a ser censurada pelas autoridades do país asiático. A China só começou a punir casos deste tipo em 2016. Segundo um estudo da Federação das Mulheres da China, uma em cada quatro mulheres locais é alvo deste tipo de violência. A vítima de 30 anos era influenciadora digital tibetana e possuía milhares de seguidores no Douyin, rede social chinesa equivalente ao TikTok e adaptada às restrições e censuras. Amuchu compartilhava vídeos de sua rotina caminhando pela área rural do país, cozinhando e cantando de traje tradicional tibetano. Em setembro do ano passado, a blogueira estava fazendo uma live na rede social quando seu ex-marido a encharcou de gasolina e a incendiou. Ela não resistiu aos graves ferimentos e veio a óbito duas semanas depois, no hospital. Amuchu havia se divorciado do marido três meses antes do ocorrido, pelo fato dele já apresentar comportamentos violentos. O homem foi condenado à morte por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. O tribunal, em comunicado, frisou que o crime dele "mostrou uma crueldade extrema, e seu impacto na sociedade foi terrivelmente ruim".