Manifestantes criticam ofensiva em Gaza e proposta de anistia (Fernanda Frazão/Agência Brasil) O tradicional Grito dos Excluídos no Rio de Janeiro aconteceu a poucos metros do desfile cívico-militar, reunindo movimentos sociais, sindicatos e grupos de defesa de direitos humanos. Apesar de a soberania nacional ser o tema central, a manifestação também trouxe pautas diversas, incluindo justiça para jovens mortos por agentes do Estado. Mães de vítimas da violência estatal, como Nívia do Carmo Raposo, reivindicaram perícias independentes e júri popular para casos de homicídios cometidos por policiais e militares. “Queremos que os jovens tenham direito à vida e que outras famílias não precisem carregar fotos de filhos mortos em suas camisas”, afirmou Nívia, que perdeu o filho Rodrigo Tavares em 2015. A manifestação também incluiu solidariedade internacional, com protestos contra as ofensivas de Israel na Faixa de Gaza e em defesa do povo palestino. Leandro Longo, do Comitê em Defesa da Palestina, destacou a importância de unir lutas: “O principal inimigo é o imperialismo. Trazer solidariedade fortalece a luta de todos os povos subjugados”. Este ano, o evento adotou o lema “7 de Setembro do Povo – quem manda no Brasil é o povo brasileiro”, e incluiu pautas trabalhistas como o fim da escala 6x1, taxação dos super-ricos e isenção de imposto de renda para trabalhadores que ganham até R\$ 5 mil. Vereadores e sindicalistas reforçaram a importância da mobilização para pressionar o Congresso e avançar nas reivindicações. O desfile cívico-militar ocorreu na Avenida Presidente Vargas, com cerca de 5 mil integrantes das Forças Armadas, polícias, bombeiros e alunos de escolas públicas e privadas. O público acompanhou a passagem de 250 veículos, cavalaria e aeronaves sobrevoando o centro do Rio, em uma celebração marcada pela disciplina e tradição. Paralelamente, outro protesto de caráter bolsonarista reuniu apoiadores de partidos de direita em Copacabana. Os manifestantes pediam anistia para condenados por atos golpistas, liberdade para Jair Bolsonaro e manifestavam apoio ao ex-presidente americano Donald Trump, reforçando a polarização política no 7 de Setembro.