[[legacy_image_49465]] Grávida de seis meses, Natália Siqueira, de 30 anos e sem comorbidades, foi mais uma vítima da Covid-19. A bebê, Olívia, passou por parto de emergência, mas teve complicações em razão da prematuridade e não resistiu. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Impossível pensar em planos agora", desabafa o noivo de Natália, o analista de sistemas Renato Serrano, que mora em Marília (SP). "A gente só queria ter a nossa filha, cuidar dela, reformar nosso apartamento, a gente só queria viver. A gente tinha vontade de fazer viagens, mas infelizmente foi tudo interrompido”. Antes, o pai de Natália, que lutava contra um câncer de garganta e de próstata, também contraiu a Covid-19 e não resistiu. Segundo Renato, um dia após o sepultamento, a noiva começou a apresentar sintomas da doença e logo precisou ser internada. Um mês depois, na manhã do dia 15 de maio, Natália sofreu uma parada cardiorrespiratória após contrair uma bactéria hospitalar. Naquele momento, segundo o noivo, ela já havia sido considerada curada da Covid-19. Foi quando a bebê, Olívia, passou pelo parto de emergência. “Ela nasceu com aproximadamente 640 gramas e a médica informou que o ‘pulmãozinho’ dela não estava 100% formado”, disse Renato. Segundo a família, como Natália não estava mais com o vírus, foi possível enterrar mãe e filha juntas.