Renan Filho (2°): esforço para investir em trens de passageiros, e recorde de obras para transportar cargas (Vanessa Rodrigues/AT) O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou nesta sexta-feira (6) que o Governo Federal vai facilitar o que for preciso para atrair investimentos para obras de infraestrutura. Já o titular da pasta dos Transportes, Renan Filho, destacou a viabilidade dos projetos do setor ferroviário para passageiros. Os dois participaram do painel Infraestrutura como Motor da Retomada, no Fórum Esfera 2025, realizado nesta sexta-feira (6) no Hotel Jequitimar, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Nós temos que facilitar e fazer com que mais investimentos venham, seja nacional ou internacionalmente”, disse Jader. Por sua vez, Renan defendeu o aporte público para expandir as ferrovias para passageiros e não apenas cargas. “No ambiente de restrição fiscal que o Brasil vive, a gente precisa ter soluções inovadoras, discutir receitas acessórias, entrar com alguns ativos ou mesmo o aporte público”. Ele espera tirar do papel neste ano, após muito tempo, um leilão para trem de passageiros no Centro-Oeste. “O trecho Brasília-Luziânia (em Goiás) pode ser um grande alento para o País e dar um novo rumo”. Para cargas, Renan lembra que o Brasil vive o maior volume histórico de investimentos em ferrovias. “Ontem (quinta-feira) eu estava na Transnordestina, em Baturité (CE). que é a maior ferrovia de carga da história do Nordeste, onde fomos anunciar um investimento privado de R\$ 1 bilhão. E há muitas outras obras ferroviárias porque o Brasil tem carga. (...) A gente está nessa máxima histórica de investimento”. Saneamento básico Jader Filho destacou os investimentos em saneamento, como em Sergipe. A Iguá Saneamento assumiu há um mês a concessão em 74 cidades do estado, beneficiando 2,3 milhões de habitantes. O contrato de 35 anos prevê R\$ 6,3 bilhões em investimentos. “O governador Fábio Mitidieri (PSD) me ligou dizendo que precisava que fizéssemos uma alteração nas debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas) para facilitar que água e o esgoto viessem a acontecer”. Jader Filho ressaltou que tudo o que estiver dentro das ações, seja do ministério ou de qualquer frente, será feito. “O presidente Lula quer que mais investimentos venham e, com isso, obviamente a gente gera mais emprego e infraestrutura para o nosso País. O que precisar ser mudado e alterado de necessário, o Brasil vai fazer para facilitar”. Zema defende reforma tributária O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu a reforma tributária e acrescentou que o País precisa acabar com a guerra fiscal. Governador: acordo com a União (Vanessa Rodrigues/AT) “O Brasil é o único lugar do mundo, talvez, em que alguns produtos, quanto mais tempo andam em cima de um caminhão ou dentro de um avião, mais baratos ficam. Uma irracionalidade total. Então, a reforma tributária vai ser um avanço, simplificando a vida das empresas e do setor produtivo”, argumenta Zema, um dos integrantes do painel Potências Regionais, Desafios Nacionais, do Fórum Esfera. Ferrenho crítico do Governo Lula, Romeu Zema lembra que a reforma vai atrair mais empresas aos estados que realmente tiverem algo a mais a oferecer do que apenas incentivo tributário. Zema também destacou a adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), do Governo Federal. Uma lei estadual que permite a Minas aderir ao programa foi sancionada na quinta-feira. “Estamos pagando uma média de R\$ 500 milhões por mês. Isso é mais de R\$ 15 milhões por dia e daria para recuperar com agilidade muito mais estradas do que estamos recuperando atualmente”. O acordo com a União prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo ao longo de 30 anos. Em contrapartida, os estados deverão aplicar parte dos valores que deixarão de pagar em juros em investimentos em áreas prioritárias, como educação e segurança. Lima: Brasil sairá bem da guerra comercial O secretário de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Jorge Lima, defende que o Brasil está na vanguarda em meio à guerra comercial promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “O americano perdeu 20% em dólar na pandemia. Tem outros motivos lá dentro para que ele esteja fazendo isso. Não estou dizendo que é certo ou errado, apenas digo que entendo algumas razões. Mas se parar para pensar, onde você investiria seu dinheiro? Na Rússia? Não acho uma boa ideia. Então, assim, o Brasil é a bola da vez ainda, em todo cenário que você veja”, afirma Lima, um dos integrantes do painel Pontes para o Capital Global, do Fórum Esfera. Lima acrescenta que a segurança jurídica no Brasil melhorou muito, assim como a geopolítica, que não apresenta nenhum problema. “Temos 200 milhões de habitantes, o que faz com que o consumo seja interessante internamente, com capacidade de crescimento. E há acordo do Mercosul que está saindo com a Europa. Para mim, o Brasil é a bola da vez, como destaco que São Paulo também é”.