[[legacy_image_51832]] O preço dos combustíveis não para aumentar e o bolso do consumidor não tem dado conta dessa alta, que é impactada diretamente pela variação do dólar e do barril no exterior. Em Santos, entre janeiro e maio, o litro da gasolina comum aumentou 22,4%, com base no valor médio, de R\$ 4,57 para R\$ 5,59. Os dados são da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Quem pensa que o etanol pode ser a solução, este também subiu – 23,15%, de R\$ 3,57 em janeiro para R\$ 4,42 no último mês, segundo a ANP. Como o combustível é menos eficiente (consome mais), para que compense a escolha, o etanol deve custar até 70% do preço da gasolina. O reflexo disso é observado nos postos de combustíveis, que primeiro observaram uma queda no número de clientes e, depois, uma mudança no comportamento, conforme fontes. Segundo entrevistados, não se enche mais o tanque com tanta frequência por falta de dinheiro e na expectativa da redução de preços até a próxima parada. “Teve queda, mas temos uma clientela fiel que continua vindo, mas o pessoal tem reclamado. Mais pessoas antes vinham para encher o tanque e, hoje, não mais. Agora, colocam R\$ 50 ou R\$ 60 para ver se depois dá uma baixada (no valor), mas está difícil”, diz Darcio José Arcanjo, encarregado de um posto de combustíveis no Gonzaga. Para quem abastece o carro com pouca frequência, para uso do dia a dia ou final de semana, tudo bem, essa até pode ser uma saída, assim como a aposta no transporte alternativo. Mas, e quem depende do automóvel para trabalhar, ou pior, para exercer a profissão, como os taxistas e motoristas de aplicativos? Nestes casos, a opção tem sido absorver o prejuízo ou encontrar nova fonte de renda. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Santos (SindTaxi), Luiz Antônio Sares Guerra, reclama que o preço está um “absurdo”. “É a nossa matéria-prima (para fazer o carro rodar) e se ela está num preço absurdo e você não tem passageiro (devido à pandemia) para transportar, vai ter companheiro que não vai poder nem colocar o carro na rua para ganhar o pão de cada dia. Vejo muitas complicações e cada vez mais está diminuindo o serviço de táxi na Cidade”, diz Guerra. lucro em queda Para a motorista de transporte por aplicativo, Ana Medeiros, o lucro por viagem foi encurtado com a alta do combustível. “Nós que arcamos (com a alta). Nada aumentou para os passageiros”, afirma ela, que fica restrita às políticas da empresa do app.