[[legacy_image_63931]] Com a pandemia de Covid-19 no Brasil, diversas mulheres que se prostituem há décadas viram o número de clientes diminuir. Mesmo com o risco de se infectar com o vírus, essas mulheres tiveram de voltar às ruas para se sustentarem. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em entrevista a UOL, Maria Elias, presidente de um coletivo que atua pelos direitos das trabalhadores sexuais, conta que perdeu dez amigas de trabalho para a doença. Com isso, ela começou a procurar soluções para diminuir os riscos de contagio, já que o distanciamento social é impossível em relações sexuais. Os meios encontrados por Maria e outras mulheres foi criar um protocolo de segurança. Além de levar ao trabalho cerca de cinco peças de roupas, para trocar após os programas, também estabeleceram regras para as relações: Os clientes não podem beijá-las e elas precisam ficar de costas. Os homens que se recusarem a seguir o protocolo são convidados a se retirar. "Fizemos ainda um material sobre protocolo de higienização, incentivando as colegas a tomarem banhos com mais frequência e a levarem trocas de roupa e de peças íntimas. Nos viramos de cabeça para baixo para garantir essa renda", afirma Maria.