[[legacy_image_51750]] O fotógrafo Alex Silveira segue na justiça em busca de uma indenização após perder a visão durante cobertura de um protesto em São Paulo. O caso ocorreu na capital paulista em maio de 2000, quando Silveira foi atingido no olho esquerdo por uma bala de borracha dispara pela Polícia Militar. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Há 21 anos aguardando o desfecho de seu caso, Alex acompanha notícias sobre protestos e manifestações pelo país, e lamentou a violência ocorrida no Centro do Recife durante um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, que aconteceu no último sábado (22). "Por razões óbvias, essas notícias sempre chegam a mim", disse o fotógrafo em entrevista ao G1. Em 2014, a Justiça paulista alterou a sentença anterior, que condenava o estado a pagar indenização de 100 salários mínimos ao fotógrafo. Ao invés disso, ele foi considerado culpado pelo próprio ferimento. Por conta da decisão, Silveira entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal em maio de 2019 e está aguardando resposta. O caso deve voltar à pauta do STF na próxima quarta-feira (9), com julgamento iniciado em agosto do ano passado. O fotógrafo chegou a receber voto favorável do relator, o ministro Marco Aurélio Mello, mas seu julgamento foi interrompido pelo ministro Alexandre de Moraes, que solicitou mais tempo para análise do caso. O tiro de bala de borracha que atingiu Alex durante a manifestação na Avenida Paulista tirou mais de 85% da visão de seu olho esquerdo. Na época, o fotógrafo cobria o manifesto pelo jornal Agora SP. A expectativa do fotógrafo é não apenas a reparação financeira, mas uma garantia de que nenhuma outra vítima com caso semelhante tenha que aguardar tanto tempo para conseguir indenização. "Eu perdi minha visão. Então, independente da reparação, não vai melhorar a minha visão. Perdi, acabou. Espero, principalmente, que ninguém mais seja culpado por levar um tiro, porque isso está contradizendo até a lei da física, se você parar para pensar", concluiu o fotógrafo. *Com informações do G1