Caixa oferece três linhas principais para financiamento imobiliário: SBPE, Pró-cotista e Minha Casa, Minha Vida (Alexsander Ferraz/ AT) Os financiamentos da casa própria pela Caixa estão, em geral, normalizados em 2026 e podem ser liberados em 30 dias quando a documentação do comprador está correta, de acordo com especialistas ouvidos por A Tribuna. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A exceção são faixas de menor renda do programa Minha Casa Minha Vida, que ainda enfrentam limitações orçamentárias e podem ter atrasos. O banco mantém linhas com juros a partir de 4% ao ano e prazos de até 35 anos. De acordo com a Caixa, o financiamento imobiliário pode comprometer até 30% da renda familiar bruta e permite o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como parte do pagamento. Os contratos têm prazo de até 420 meses (35 anos), cobrindo até 80% do valor do imóvel, conforme a capacidade de pagamento do comprador. Nas linhas com recursos do FGTS, o Minha Casa Minha Vida atende famílias com renda de até R\$ 8,6 mil (até R\$ 12 mil se pela Faixa 4 do programa), com juros a partir de 4% ao ano e limite de imóvel entre R\$ 210 mil e R\$ 350 mil, conforme o porte do município. Já o Pró-Cotista, voltado a trabalhadores com saldo no FGTS e válido apenas para imóveis novos, tem taxa de 8,66% ao ano e teto de R\$ 500 mil. A modalidade para renda de até R\$ 12 mil permite financiar imóveis no mesmo valor máximo, com juros de 10% ao ano. A Caixa também opera o financiamento pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que utiliza dinheiro da poupança e não tem limite de renda. No SBPE, é possível financiar imóveis de até R\$ 2,25 milhões. Os juros são ao redor de 11% ao ano, com prazos que podem chegar a 35 anos e financiamento de até 80% do valor do imóvel. O diretor da GM Financiamento Imobiliário, Gabriel Baroni, afirma que o Minha Casa, Minha Vida possui requisitos especiais que não devem ser ignorados por quem pensa em assinar um contrato. “Além do limite por renda, é preciso residir e trabalhar na mesma região metropolitana do imóvel negociado, bem como não possuir nenhum imóvel no nome, quitado na região e financiado em qualquer lugar”, explica. Outro fator que pesa na avaliação pela Caixa é a informalidade da renda (Alexsander Ferraz/ AT) Consulta A Caixa finaliza informando que há orientações acessíveis sobre financiamentos imobiliários em seus canais oficiais, na rede de agências, nos Correspondentes Caixa Aqui e no App Habitação. Conforme o banco, esses canais permitem ao cliente conhecer as opções de financiamento, realizar simulações, consultar a lista de documentos necessários e iniciar as etapas do processo de contratação. Bancos avaliam Serasa, SPC e dívidas antigas De acordo com o diretor da GM Financiamento Imobiliário, Gabriel Baroni, um dos principais cuidados que quem quer financiar um imóvel deve ter é manter a vida financeira organizada. Segundo ele, restrições em órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), e renegociações de dívidas com grandes descontos podem prejudicar a análise do banco. Ele diz que, mesmo quando uma dívida é quitada com abatimento, o sistema financeiro registra que houve prejuízo para a instituição. Esse histórico reduz a pontuação de crédito do cliente e pode impedir a aprovação do empréstimo, mesmo quando a renda está dentro do enquadramento exigido. “Às vezes a pessoa paga a dívida com desconto, sai do Serasa, mas o histórico continua registrado e pode atrapalhar no curto prazo”, diz Baroni. Ele afirma que acordos que limpam o nome do consumidor nos cadastros de inadimplentes nem sempre apagam o registro interno do sistema bancário. “O acordo regulariza no Serasa, mas no histórico do sistema financeiro isso não some”, explica. Renda informal tem caminho mais difícil Outro fator que pesa na avaliação pela Caixa é a informalidade da renda. Trabalhadores autônomos e empresários que não declaram corretamente os ganhos no Imposto de Renda enfrentam mais dificuldade para comprovar capacidade de pagamento. Segundo o diretor da GM Financiamento Imobiliário, Gabriel Baroni, a movimentação financeira na conta não substitui a comprovação formal da renda exigida pelos bancos. “O dinheiro entra na conta, mas se não está declarado, o banco não considera”, afirma. O diretor geral da R3 Imóveis, Sthefano Lopes, acrescenta que a organização prévia de documentos é essencial. "Quem pretende financiar pela Caixa deve, antes de tudo, conferir se a documentação pessoal e do imóvel está completa e atualizada. Isso inclui renda comprovada, ausência de restrições no nome e um imóvel com matrícula individualizada, sem pendências jurídicas ou urbanísticas”, diz. Para não se complicar na hora de reunir a documentação necessária, o diretor da Família Imóveis, João Carlos Faneco Pereira, recomenda a busca por auxílio profissional. “Deve-se procurar uma imobiliária, um correspondente bancário ou até mesmo uma agência da Caixa Econômica Federal, onde ele será orientado sobre os documentos necessários e também fazer o simulado de crédito para ver qual a real condição de compra tem no momento”.