[[legacy_image_280500]] Um fazendeiro estava conversando com um comprador através da internet. Eles fechavam um contrato de 86 toneladas de linho por US\$ 25 o alqueire. Foi quando Kent Mickleborough pediu a Chris Achter que confirmasse o contrato enviado. A resposta foi um emoji de 'joinha' (?), e foi quando começou a confusão. O caso ocorreu em Saskatchewan, no Canadá. Achter teve que pagar £ 71.600, o equivalente a quase R\$ 450 mil após o ocorrido. Ele trabalhava para a empresa South West Terminal. Depois de acertarem o valor, Mickleborough assinou e enviou uma foto do documento para Achter, dizendo: "Por favor, confirme o contrato". Achter respondeu usando o emoji, e o pedido não chegou. A Justiça do país diz acreditar que o sinal confirmou a aceitação do contrato, e por isso ele teve que pagar a multa por não entregar a mercadoria. A defesa do fazendeiro alega que o uso do emoji foi apenas para confirmar que ele havia recebido o documento, e que "entendeu que o contrato completo seguiria por fax ou e-mail". Achter também não aceita que o emoji possa ser considerado como uma assinatura digital do contrato incompleto (apenas a foto dele), acrescentando: "Não tive tempo de revisar o contrato, apenas queria indicar que recebi a mensagem". A defesa do fazendeiro também juntou ao processo o argumento de que aceitar que emojis sejam aceitos como parte de documentos abre possibilidades diversas, em virtude das figuras poderem representar coisas diferentes em contextos diferentes. Porém, segundo o AU News, o juiz Timothy Keene, que cuida do caso, diz que reconhece o emoji como um meio 'não tradicional' de se assinar um documento, mas que, no caso específico, ele considerou a maneira válida para transmitir o propósito de assinatura. Disse, ainda, que não é possível "conter a onda de tecnologia, e que os tribunais terão que estar prontos para enfrentar esses novos desafios que deverão surgir através dela".