Setor de serviços foi o que mais teve admissões na região no ano passado. Terceirizadas se destacam (Vanessa Rodrigues/AT) O ano de 2024 deixou uma boa notícia para a economia da Baixada Santista. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que a região gerou 16.406 empregos com carteira assinada no ano passado. O saldo entre admissões e demissões supera o de 2023, de 13.313. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ao todo, o ano passado teve 175.128 contratações e 158.722 desligamentos. Em 2023, foram 156.028 admissões e 142.715 demissões. Analisando apenas o mês de dezembro, o saldo no ano passado foi positivo, de 113 vagas, mas inferior ao de 2023, quando foi de 924. “Os dados da Baixada Santista estão refletindo o que acontece na economia brasileira como um todo. Está muito aquecida: o último número para o desemprego deu 6,4%, sendo o valor mais baixo da série histórica”, afirma o doutor em Economia e professor de economia Regional e Urbana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo de Sá Porto. Ele não crê em mudança no cenário por enquanto. “O Produto Interno Bruto (PIB) continua crescendo”, exemplifica. “O único risco a este cenário seria se as altas nos juros inibissem o crescimento do investimento.” NAS CIDADES Santos apresentou o melhor saldo entre admissões e demissões no ano passado, com 7.008, seguido por Praia Grande (3.117) e Guarujá (1.750). Em 2023, o melhor saldo também havia ficado com Santos, com 5.697, seguido de Praia Grande (3.303) e Guarujá (1.574). (Fonte: Caged) POR SETOR O maior número de admissões no ano passado na Baixada Santista veio do setor de serviços (98.903), seguido do de comércio (48.158). “Não é de se surpreender o destaque do setor de serviços, dado o dinamismo atual deste setor e a alta participação dos serviços na economia da Baixada Santista)”, diz Sá Porto. Dentro do setor de serviços, destaque para “informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas”, especialmente das atividades ligadas “atividades administrativas e serviços complementares”, que são serviços prestados a escritórios, edifícios e empresas. Para o diretor-presidente da Embraps, José Renato Quaresma, o crescimento da procura por esse tipo de serviço alavancou as contratações. “E isso, já reconhecido pelo Governo Federal, (por) manter empregos, manter empregabilidade (em meio ao) maior índice de demissões na pandemia (de covid-19)”, salienta. Segundo ele, pessoas procuram empresas especializadas, uma vez que encargos como contratação de mão de obra, RH, entrevista e salário ficam por conta delas, “O custo- benefício é muito bom, (contratantes) não precisam agregar na folha deles. Tudo isso rodando direitinho é uma sustentação muito válida para o mercado financeiro, a área social e o comércio da Cidade”, complementa. (Fonte: Caged)