<p data-end="487" data-start="105">Uma empresa brasileira de projeção mundial, com um valor de mercado em torno de R\$ 34 bilhões (em agosto de 2024) e que voa em ‘céu de brigadeiro’. A Embraer, fundada em 1969, como estatal, nasceu com o objetivo de desenvolver a aviação nacional. Mas foi além. A partir da privatização, em 1994, atingiu o status de uma das principais empresas fabricantes de aeronaves do planeta.</p> <p data-end="1333" data-start="489"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n" style="color: rgb(0, 136, 204); text-decoration-line: none; font-family: "Lucida Grande", "Lucida Sans", geneva, arial, sans-serif; font-size: 12px; background-color: rgb(238, 238, 238);">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p data-end="1333" data-start="489">A Embraer enfrentou dificuldades nos últimos anos, especialmente com a pandemia e o cancelamento da fusão com a Boeing, mas vem se recuperando com aumento de encomendas, investimentos em inovação e projetos ligados à aviação sustentável, como aeronaves elétricas e híbridas. De acordo com dados da empresa, desde sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela empresa decola em algum lugar do mundo, transportando mais de 145 milhões de passageiros por ano. Além disso, é a principal fabricante de jatos comerciais com até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado no Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.</p> <p data-end="1821" data-start="1335">Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, a ação da empresa valorizou 35,99% em 2025 e 69,57% nos últimos 12 meses, até 29 de julho, superando gigantes como Nvidia (30,72% no ano) e Microsoft (22,07%). Além disso, do ponto de vista operacional e de acordo com relatório do segundo trimestre da empresa, a Embraer estima entregas da aviação comercial entre 77 e 85 aeronaves (+10% no comparativo anual), e entregas na aviação executiva entre 145 e 155 (+15% no comparativo anual).</p> <p data-end="2638" data-start="1823">No aspecto financeiro, a empresa estima receitas que podem chegar a US\$ 7,5 bilhões (R\$ 40,581 bilhões). Em fevereiro, durante encontro com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o CEO e presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, reforçou a decisão da empresa de investir, juntamente com o Governo Federal, R\$ 20 bilhões no Brasil até 2030, para ampliar a produção de aviões e desenvolver novos produtos. A previsão de investimentos da Embraer inclui aumento da produção de aeronaves, expansão dos negócios em mercados internacionais e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, com o objetivo de reduzir os níveis de emissão de carbono da indústria aeronáutica. Um dos destaques é o eVTOL (veículo elétrico de decolagem e pouso na vertical), fabricado pela EVE, que pertence ao grupo Embraer.</p> <p data-end="3233" data-start="2640">A história de êxito da Embraer passa necessariamente por um nome: Ozires Silva. Nascido em Bauru, iniciou a carreira na Força Aérea Brasileira em 1948. Como piloto, serviu na região da Amazônia. Em 1959, se mudou para São José dos Campos para estudar engenharia aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Em 1965, chefiou a equipe de 300 pessoas que desenvolveu o primeiro avião brasileiro. A Embraer, então uma empresa estatal, foi fundada para fazer a produção em série da aeronave de pequeno porte, chamada de Bandeirante. Ozires permaneceu à frente da companhia até 1986.</p>