A mobilidade elétrica ganha força na indústria brasileira. Além de colaborar para a sustentabilidade, o setor traz números robustos quando se fala de motos e bicicletas eletrificadas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No caso das motos, de acordo com dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as motos elétricas tiveram aumento de 32,14% nas unidades fabricadas, na comparação entre maio deste ano e o mesmo mês em 2025. Somando modelos eletrificados e híbridos, o crescimento observado pela Fenabrave é de 181,38% no mesmo comparativo entre os dois meses citados acima. No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram produzidas 10.254 motos eletrificadas no Brasil, contra 4.808 do mesmo período no ano passado. Duas empresas (Vmoto, com 572 unidades e 55,21%; e GCX, com 118 unidades e 11,39%), respondem por uma parcela significativa do mercado. Bicicletas No caso das bicicletas elétricas, levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) aponta que 26.494 unidades foram produzidas pelo Polo Industrial de Manaus (PIM) no acumulado do ano, respondendo por 20% da produção total no período. Em maio do ano passado, foram produzidas 3.826 bicicletas elétricas, com participação no mercado de 12,1%. Já em abril deste ano, foram produzidas 6.768 unidades, dobrando a participação para 24,5%. Por fim, em maio de 2026, foram produzidas 6.109 bicicletas, com queda na participação para 20,5%. Para o diretor executivo da Abraciclo, Sergio Oliveira, a tendência é de que os bons números sejam mantidos no decorrer do ano. “Muitas pessoas passaram a utilizá-la por ser uma alternativa sustentável”, aposta. Segundo ele, o Brasil ainda tem necessidade de importação de alguns componentes. “Com o aumento da escala de produção, a cadeia local de fornecimento tende a se ampliar. As fabricantes do PIM possuem sólida infraestrutura industrial e produção verticalizada”.