A Tribuna traz alguns pontos do programa de governo sobre indústria de quem busca a presidência (Imagem gerada por IA com base em imagens AdobeStock) A 31 dias do primeiro turno da eleição presidencial, A Tribuna traz as propostas dos candidatos para o setor da indústria. Nos programas de governo disponíveis no site DivulgaCand, do TSE, houve quem falasse mais diretamente sobre o tema e quem inseriu o tema em um contexto mais amplo, sobre economia. Confira um pouco do que pensam os postulantes ao Palácio do Planalto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Clariana Barão (DC) Ambiente de negócios simples e previsível, coordenação federativa e acompanhamento público, além de simplificação regulatória, digitalização e abertura rápida de empresas, segurança jurídica e avaliação de normas. Além disso, crédito produtivo e garantias, capacitação gerencial e digital e compras públicas acessíveis a pequenos negócios. Edmilson Costa (PCB) As empresas estratégicas privatizadas serão retomadas para o patrimônio público. Retomará o controle do câmbio e do comércio exterior. Será desenvolvida uma nova política industrial, com estímulo à introdução dos ramos constitutivos das fronteiras tecnológicas. Defende a Petrobras 100% estatal, com a redução do ritmo da exploração e a criação de um fundo de pesquisa. Augusto Cury (Avante) Transformar cada micro e pequena empresa em uma unidade produtiva altamente eficiente, automatizando processos e reduzindo custos, com a criação do Ministério do Empreendedorismo. Será criada ainda a Escola do Empreendedor, com presença nas comunidades, em escolas públicas no período noturno e nos finais de semana, universidades, institutos federais, centros comunitários e instituições parceiras. Flávio Bolsonaro (PL) Promover um “revogaço regulatório”, revisando normas obsoletas e racionalizando procedimentos, com segurança jurídica. O Estado atuará como regulador e coordenador, apoiado em seis pilares: marco regulatório claro e estável, licenciamento ágil e técnico, atração de capital e tecnologia, verticalização com incentivos de mercado, governança e transparência. Hertz Dias (PSTU) Expropriar empresas estratégicas em setores diretamente dependentes de recursos naturais como mineração, petróleo e energia, bem como siderurgia.Tecnologias como os semicondutores, poderão ser adquiridas estrategicamente; já as oriundas do desenvolvimento técnico recente, como a inteligência artificial, deverão ser desenvolvidas sob controle do Estado. Lula (PT) Fortalecer a inserção do Brasil nas tecnologias da Indústria 4.0, internalizando tecnologias, verticalizando cadeias produtivas e promovendo um amplo processo de digitalização e renovação do maquinário industrial. Priorizaremos o fortalecimento de setores de alta e média intensidade tecnológica. Desenvolveremos política específica para minerais críticos e terras raras. Renan Santos (Missão) Verticalização da cadeia produtiva de terras raras, superando o modelo de mera extração: da mineração à separação química, refino, ligas, ímãs permanentes, motores e componentes para baterias e semicondutores. Além disso, substituir a CLT por flexibilização radical, extinguir a Justiça do Tralho, numa economia de R\$ 23 bilhões/ano. Ronaldo Caiado (PSD) Promover o desenvolvimento de uma política industrial nacional; ampliar significativamente o crédito de longo prazo; criar um grande programa nacional de renovação e modernização do parque fabril; estimular o investimento privado em automação, digitalização e Indústria 4.0, incluindo o retrofit digital de máquinas e linhas já existentes. Rui Costa Pimenta (PCO) Cancelamento da reforma trabalhista, retorno e ampliação de toda a legislação de proteção dos trabalhadores; cobrança das dívidas das grandes empresas com a Previdência, se necessário, com a tomada do controle; cancelar as privatizações e reestatizar todas as empresas; nacionalização do petróleo e de todas as reservas minerais, refinarias etc. Samara Martins (UP) Programa de empregos públicos que una reindustrialização, infraestrutura, habitação, saneamento, reprodução social e doméstica, ferrovias, transição energética, agricultura familiar, ciência e tecnologia: planejamento da produção orientado às necessidades sociais, especialmente em setores estratégicos da indústria com cadeias produtivas completas. Wilson Grassi (DEMOCRATA) Substituir o conjunto de tributos federais que hoje incide sobre folha, faturamento e produção por um único tributo, cobrado automaticamente sobre a movimentação financeira; substituir a contribuição patronal sobre a folha e criar programa de qualificação profissional financiado pela União e executado com o sistema S e com a rede federal de ensino técnico. Romeu Zema (Novo) Privatizar todas as empresas estatais; reduzir gradualmente o imposto de renda das empresas para aproximar o Brasil das economias desenvolvidas; promover o diálogo com o setor produtivo por meio de mesas executivas; regulamentar a Lei de Liberdade Econômica e revisar os marcos regulatórios da infraestrutura para eliminar restrições e burocracias.