Viagem dura cerca de 16 horas e passa por 27 cidades (Divulgação) A Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale, se tornou um dos passeios de trem mais extraordinários do Brasil. Em um percurso de cerca de 892 km, o trajeto conecta 27 cidades nos estados do Maranhão e Pará, oferecendo uma experiência única de turismo ferroviário e paisagem em trens climatizados e adaptados para todos os públicos. O passeio, que dura cerca de 16 horas, parte de São Luís e segue até Parauapebas, com paradas em pontos icônicos como Santa Inês, Açailândia e Marabá. A jornada foi aprovada por passageiros de diferentes perfis, desde famílias até turistas internacionais, atraídos por uma proposta de imersão no Brasil profundo. Interromper a viagem é raro, pois há serviço de bordo, lanchonete e vagões destinados à classe executiva, com ar‑condicionado, TVs, tomadas e acessibilidade para cadeirantes. Crianças até cinco anos viajam gratuitamente, enquanto idosos e jovens de baixa renda têm descontos especiais. O trem transporta cerca de 1.500 passageiros por dia, número que supera atrações como o passeio de trem entre Curitiba e Morretes. Com preços que partem de R\$ 90 na classe econômica e R\$ 170 na executiva, o trajeto se destaca pelo excelente custo‑benefício. Estrutura e logística Com origem na capital maranhense, o trem sai de São Luís às segundas, quintas e sábados; o retorno ocorre de Parauapebas às terças, sextas e domingos. A Vale alerta para a necessidade de adquirir passagens com ao menos 45 dias de antecedência, devido à alta demanda. Desde a inauguração da ferrovia, em 1985, a Carajás serve como rota estratégica para o transporte de minério e passageiros. Anualmente, cerca de 350 mil pessoas utilizam esse meio para turismo e deslocamento regional, enquanto a malha operacional movimenta milhões de toneladas de carga. O percurso também prioriza o turismo sustentável, integrando economia regional, apoio a comunidades e preservação ambiental nas cidades por onde passa. O trem promove desenvolvimento local e estimula o comércio, gastronomia e cultura. Experiência de viagem Ao longo das quase 16 horas de percurso, os passageiros observam variações de relevo: florestas tropicais, curvas de rios, pequenas comunidades e centros urbanos em crescimento. A atmosfera dentro dos vagões equilibra o conforto moderno com a sensação de aventura. Para muitos, o passeio não é apenas deslocamento, mas um mergulho sensorial no patrimônio natural e humano do Norte e Nordeste brasileiro — uma jornada que direciona o olhar das grandes metrópoles ao interior do país.