Ricardo Salles esteve neste sábado (4) em Santos para um encontro do Novo ( Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil ) Em Santos, durante o encontro regional do partido Novo, o deputado federal Ricardo Salles (SP) confirmou a intenção de se candidatar ao Governo do Estado ou ao Senado em 2026. A decisão dependerá dos passos de Tarcísio de Freitas (Republicanos): se o governador tentar o Palácio do Planalto, Salles irá disputar o Governo de São Paulo; se buscar a reeleição, concorrerá ao Senado. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Sobre seu partido, Salles destacou a expectativa de bom desempenho do Novo nas urnas no próximo ano. “Há a expectativa de fazermos entre 12 e 14 deputados federais em vários estados, sendo três ou quatro pelo Estado de São Paulo”, afirmou. Entre as questões prioritárias, o deputado ressaltou segurança pública, combate à corrupção e uma mudança na política econômica adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Estamos reféns do crime organizado, da bandidagem. O Brasil reclama uma resposta muito dura”. Mais críticas Salles criticou a condução da economia. “O governo atual insiste numa fórmula de gastar muito, desperdiçando dinheiro em coisas que não trazem resultado para o País. Lula segue a fórmula dos países que fracassaram, a mesma da Argentina antes do Javier Milei. Do ponto de vista econômico, ele está levando o Brasil ao mesmo cenário de descalabro que acometeu a Argentina”. O deputado se manifestou favorável à anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelo 8 de Janeiro. Segundo ele, já há votos na Câmara para aprovar a medida, mas a tramitação poderia ser barrada no Senado. “Tenho dúvidas se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que está muito ligado ao governo Lula, colocaria uma eventual anistia aprovada na Câmara para ser votada”. Licenciamento ambiental Ex-ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro, Salles avaliou positivamente as novas regras de licenciamento ambiental sancionadas pelo Governo Federal em agosto. “Temos uma lei ambiental mais moderna, o que é bom, mas você não pode simplesmente achar que isso resolveu o problema”. Para ele, deve haver equilíbrio entre eficiência e fiscalização. “É preciso capacidade de identificar os temas mais simples e que podem ser agilizados. É importante que se tenha uma fiscalização justa, porém mais eficiente”.