[[legacy_image_27667]] O coordenador executivo do Comitê de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, disse ser injusta a penalidade imposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que decidiu nesta segunda-feira (9) suspender os testes clínicos com a vacina Coronavac por, segundo o órgão regulador, a mesma apresenta efeito adverso grave em um voluntário. O imunizante está em desenvolvimento pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Segundo o presidente do Instituto, Dimas Covas, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e Gabbardo, o efeito colateral não tem qualquer relação com os testes da vacina. "É impossível que a reação adversa tenha relação com a vacina", taxou Covas. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! "Me sinto muito constrangido porque, por razões éticas, não podemos ser transparentes em relação ao que está acontecendo hoje. Se vocês pudessem ter acesso às informações que nós temos em relação a este caso, poderiam identificar o quão injusta está sendo está penalidade", afirmou Gabbardo durante entrevista coletiva no Instituto Butantan. Gabbardo ainda questionou a motivação da decisão da Anvisa, que, "coincidentemente, acontece no mesmo dia em que o governo de São Paulo anuncia a chegada das primeiras doses da vacina e apresenta a proposição, início de obras, prazos e cronograma de conclusão para que o Butantan possa ter condição de produção desta vacina". Gabbardo, que serviu como secretário executivo do Ministério da Saúde, sob gerência do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, disse lamentar que a suspensão tenha sido usada por "lideranças políticas muito importantes" como "motivo para festejar". Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais condenar a vacina, criticar Doria e dizer que "ganhou mais uma", em referência a disputa política que vem ocorrendo entre o governo federal e o de São Paulo em torno do imunizante. Segundo Covas, o Butantan aguarda posicionamento da Anvisa sobre os estudos e reforçou o sigilo do caso por respeito ético ao paciente e família. Para Covas, cabe à agência dar detalhes sobre o caso, uma vez que "as informações podem ser dolorosas" aos familiares. O presidente do instituto reforçou ainda que a vacina é segura, não apresenta efeitos colaterais graves e assegurou os voluntários de que não terão efeitos adversos.