[[legacy_image_87563]] O secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, afirmou nesta terça-feira (3), que o custo anual de manutenção e divulgação dos equipamentos da Cinemateca Brasileira está estimado em R\$ 16 milhões. "Seriam R\$ 12 milhões do orçamento do governo estadual e da Prefeitura e outros R\$ 4 milhões vindos de outras fontes", disse ele, em entrevista à Rádio Eldorado. "Isso manteria o espaço em boas condições." Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Depois que um incêndio no galpão da Vila Leopoldina destruiu, na semana passada, documentos raros, o governo estadual enviou um ofício, avaliado pela Procuradoria-Geral do Estado, para o governo federal. Nele está a solicitação de cessão da Cinemateca Brasileira para o governo do Estado de São Paulo, para que seja gerida em parceria com a Prefeitura. Segundo Sá Leitão, uma vez liberada, a gestão seguiria o modelo já usado em São Paulo, por meio de Organizações Sociais, as OSs. "Temos cerca de 30 OSs qualificadas para o chamamento para esse tipo de gestão, que vai compreender a recuperação do galpão destruído, o restauro e a administração." O secretário conta que vem acompanhando a situação dos ex-funcionários da Cinemateca, dispensados no ano passado pela gestão do secretário Especial de Cultura, Mario Frias. "Já naquela época sugerimos assumir a gestão, mas foi algo informal. Agora, consta em um ofício." Em sua conta no Twitter, Mario Frias assim se manifestou, na tarde de ontem: "A farsa política, chamada João Doria, diz que quer recuperar a Cinemateca. Fazendo como fez com os museus, com verba federal e sem um centavo do dinheiro estadual, deve ser fácil". O Ministério do Turismo só lançou o edital para seleção da Organização Social para gerir a Cinemateca na sexta (30), um dia após o incêndio que destruiu documentos históricos em seu galpão na Vila Leopoldina.