[[legacy_image_274222]] Asafe Gomes Pereira Cabral, de 4 anos, morreu após dar entrada em um hospital com suspeita de H1N1, em Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. A família denuncia que a criança apresentou uma dessaturação, ou seja, uma queda da taxa de oxigênio no sangue e, mesmo assim, foi liberada para casa. A Polícia Civil investiga o caso. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A morte foi constatada na última segunda-feira (12), por volta das 0h30. Segundo registro de boletim de ocorrência, a criança deu entrada no Hospital Estadual de Jaraguá com a dessaturação, que pode estar associada a falta de ar ou de que o pulmão não estava funcionando bem. O g1 entrou em contato com a Secretaria Estadual Saúde (SES) e com o Hospital Sagrado Coração de Jesus na cidade de Nerópolis, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. O Hospital Estadual de Jaraguá afirmou que o menino foi atendido na unidade na noite do dia 10 de junho e foi liberado sem sinais de gravidade. No dia seguinte, ele retornou já em estado grave. O hospital afirmou que prestou atendimento adequado para o caso e lamentou o ocorrido (leia nota na íntegra no final do texto). No domingo (11), em casa, a criança piorou e foi levada novamente ao mesmo pronto socorro, de Jaraguá. Lá, foi realizado um exame de radiografia do tórax. O caso se agravou mais ainda e ele foi transferido pelo Serviço de Atendimento Móvel (Samu) para Goiânia, mas por conta da piora no trajeto a equipe médica o encaminhou para o Hospital Sagrado Coração de Jesus na cidade de Nerópolis, onde ele não resistiu e morreu na unidade. No boletim de ocorrência registrado pela família do menino, o pai da vítima afirmou à polícia que suspeita de omissão ou erro médico por parte da primeira unidade de saúde onde a criança foi atendida, o Hospital Estadual de Jaraguá e que, por isso, cobra uma investigação da Polícia Civil. Nota do Hospital Estadual de Jaraguá (HEJA): A direção do Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (HEJA) informa o seguinte sobre demanda apresentada: O paciente AGPC, 4 anos, foi atendido via Pronto Socorro da unidade na noite do dia 10/06/2023, acompanhado dos pais. Atendido pela equipe médica e multidisciplinar sendo medicado e recebendo alta hospitalar sem sinais de gravidade. Retornou na tarde do dia 11/06/2023, já em estado grave, sendo atendido pelas equipes médicas e multidisciplinar, em leito de paciente crítico. Foi solicitado vaga um UTI – Unidade de Terapia Intensiva pediátrica na Rede via Complexo Regulador. Enquanto o paciente esteve no Pronto Atendimento da unidade, foram prestadas toda a assistência e suporte necessário para a gravidade do caso. A direção do HEJA reitera que foram prestados todos os serviços possíveis com humanização e lamenta profundamente o ocorrido.