Setor entende que conjuntura interna tem mais peso nas estimativas(Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) revisou para baixo a projeção de crescimento do setor da construção neste ano. Com isso, a estimativa da entidade passou de um crescimento de 3% para uma alta de 2,2%. Os dados, divulgados na quinta-feira, foram baseados em levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). A nova projeção é uma média das estimativas de crescimento do desempenho das construtoras (3,5%) e das atividades informais, como autocons-trução e pequenos empreiteiros (1,5%). Segundo o vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, a conjuntura interna do Brasil tem mais peso na projeção do que o cenário externo. “Estamos com uma taxa de juros muito alta há muito tempo e só agora a inflação está começando a ceder, mas ela ainda segue elevada, com os juros penalizando muito as famílias e as empresas”, afirma ele. Custos Os custos da construção seguem subindo, tendo o INCC-DI atingido 10,26% no acumulado de 12 meses até julho, puxado pela mão de obra. A cidade de São Paulo registra 8,5% no INCC-DI, já incluído o efeito dos reajustes das convenções coletivas de trabalho. Diante desse cenário, ante a escassez de mão de obra, aumenta o desafio de o setor conseguir elevar a produtividade.